Produção industrial recua em fevereiro 6,4% na zona euro e 5,4% na UE

A produção industrial recuou, em fevereiro, 6,4% na zona euro e 5,4% na União Europeia (UE), face ao mesmo mês de 2023, e avançou, respetivamente, 0,8% e 0,7% na comparação com janeiro, divulga hoje o Eurostat.

© D.R.

De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, as maiores quebras homólogas registaram-se na Irlanda (-36,0%), na Bélgica (-12,7%) e na Bulgária (-8,4%).

Os maiores avanços face a fevereiro de 2023, por outro lado, foram observados em Espanha (3,5%), na Eslovénia (2,8%) e na Dinamarca (2,7%).

Na comparação em cadeia (com janeiro), a Irlanda (3,8%), Hungria (3,5%) e Eslovénia (3,3%) apresentaram os maiores avanços na produção industrial, enquanto a Croácia (-4,6%), a Lituânia (-3,0%) e a Bélgica (-2,7%) tiveram os principais recuos.

Em Portugal, a produção industrial cresceu, em fevereiro, 0,7% face ao mês homólogo e 0,4% na comparação com janeiro.

 

Últimas de Economia

O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.
A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Eurostat revela nova queda dos postos de trabalho por preencher na zona euro e na União Europeia. Portugal fica de fora da comparação mais recente por ainda não ter dados disponíveis para o segundo trimestre.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,946%, mais 0,010 pontos que na segunda-feira e um novo máximo desde outubro de 2024.
A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, nos dois prazos mais longos para novos máximos desde novembro e agosto de 2024, depois de o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.