Dois projetos portugueses entre escolhidos para 720 ME de novo banco do hidrogénio da UE

Dois projetos portugueses entre sete foram selecionados pela Comissão Europeia no primeiro concurso lançado pelo Banco Europeu de Hidrogénio, que mobilizará cerca de 720 milhões de euros para produção de hidrogénio renovável na União Europeia (UE).

© D.R.

A informação foi hoje divulgada pelo executivo comunitário em comunicado, com a instituição a dar conta de que “atribui hoje quase 720 milhões de euros a sete projetos de hidrogénio renovável selecionados no primeiro concurso lançado pelo Banco Europeu de Hidrogénio”, que “produzirão hidrogénio renovável na Europa”, que é usado por setores como o do aço, produtos químicos, navegação e fertilizantes.

Entre estes sete projetos vencedores de um leilão que atraiu 132 propostas no total estão, então, duas iniciativas portuguesas, da Galp (Petrogal) e da MadoquaPower2X, estando em causa, respetivamente, 216 quilotoneladas e 511 quilotoneladas de hidrogénio `verde` para um período de 10 anos.

O projeto da Galp (Green2Green II) tem uma capacidade de 200 megawatts elétricos, poderá evitar a liberação de 1.477 quilotoneladas de dióxido de carbono (CO2) em 10 anos e tem um preço de 0,39 euros por quilograma.

Já o projeto MadoquaPower2X (MP2X) tem uma capacidade de 500 megawatts elétricos, poderá evitar a liberação de 3.494 quilotoneladas de CO2 em 10 anos e tem um preço de 0,48 euros por quilograma.

Bruxelas observa na nota que os sete proponentes vencedores “planeiam produzir simultaneamente 1,58 milhões de toneladas de hidrogénio renovável ao longo de 10 anos, evitando mais de 10 milhões de toneladas de emissões de CO2”.

Estão localizados em quatro países europeus, entre os quais Portugal, Espanha, Noruega e Finlândia, com preços que variam entre os 0,37 e 0,48 euros por quilograma de hidrogénio renovável produzido.

Sem revelar o valor por projeto, a Comissão Europeia adianta que os sete projetos irão receber subvenções que variam entre oito milhões e 245 milhões de euros, tendo de começar a produzir hidrogénio renovável no prazo de cinco anos.

Em novembro passado, a instituição lançou oficialmente o Banco Europeu de Hidrogénio, com um primeiro leilão orçado em 800 milhões de euros.

Definido está que, nesta primeira ronda, os projetos selecionados recebam a subvenção atribuída para além das receitas de mercado que geram com as vendas de hidrogénio, durante um período máximo de 10 anos, mas uma vez assinados os contratos é necessário começar a produzir hidrogénio renovável no prazo de cinco anos.

A ideia é que, com este banco, a Comissão Europeia assegure um financiamento necessário inicial de três mil milhões de euros para cobrir o risco da compra e venda de hidrogénio `verde`.

Para a primavera de 2024, está prevista a segunda ronda de leilões do Banco Europeu do Hidrogénio.

A UE estipulou como meta a de produzir 10 milhões de toneladas de hidrogénio ao nível nacional até 2030, no âmbito do plano energético REPowerEU.

A financiar o Banco Europeu do Hidrogénio estão as receitas provenientes do regime de comércio de licenças de emissão da UE entre 2020 e 2030, num orçamento estimado em 40 mil milhões de euros, e o Fundo de Inovação da UE.

Esta iniciativa visa apoiar a produção doméstica de hidrogénio da UE e reduzir as importações de hidrogénio renovável de parceiros internacionais.

O hidrogénio `verde` é proveniente de fontes renováveis, pelo que não emite CO2 e liberta quantidades diminutas de poluentes atmosféricos, e pode ser utilizado como matéria-prima, combustível e vetor de transporte ou armazenamento de energia e aplicado nos setores da indústria, dos transportes, da energia e dos edifícios.

Últimas de Economia

Portugal foi o Estado-membro da União Europeia (UE) em que o preço das casas mais aumentou na variação homóloga (17,8%) e o segundo em cadeia (3,8%), no primeiro trimestre, divulga hoje o Eurostat.
O CHEGA apresenta hoje um projeto de resolução que recomenda ao Governo um conjunto de medidas fiscais destinadas a aliviar o custo de vida das famílias portuguesas, propondo a redução do IVA sobre os combustíveis e a aplicação de IVA zero a um conjunto de bens alimentares essenciais.
O Tribunal de Contas (TdC) disse hoje que uma auditoria à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) verificou que “não foram corrigidas as deficiências no financiamento da atividade reguladora da aviação civil”, como recomendado pela entidade.
Mário Centeno e Santos Pereira só serão ouvidos a 9 de julho, na sequência de um requerimento apresentado pelo CHEGA, para esclarecerem a compra do novo edifício do Banco de Portugal.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou 1.656 milhões de euros em maio, para 288.659 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A prestação da casa vai subir em julho para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
O prazo para os contribuintes entregarem a declaração de IRS de 2025 termina esta terça-feira, ao fim de três meses, numa altura em que o Portal das Finanças já recebeu seis milhões de declarações.
A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e com os da Alemanha no prazo mais longo.