MNE acusa anterior Governo de dar instrução para não fiscalizar requisito de vistos CPLP

O ministro dos Negócios Estrangeiros português acusou hoje o anterior Governo socialista de ter dado uma “instrução interna” para que os termos de responsabilidade dos cidadãos da CPLP não fossem fiscalizados, situação que prometeu mudar aplicando a lei.

© Folha Nacional

“Se a situação é caótica, a culpa é do Governo” anterior, disse Paulo Rangel na Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, respondendo a uma intervenção do deputado socialista Paulo Pisco, sobre os vistos CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa).

O ministro foi perentório ao afirmar que “não houve nenhuma mudança das regras”, além do fim das manifestações de interesse.

Até agora, um imigrante que entrasse com visto de turista poderia apresentar uma manifestação de interesse junto dos serviços e iniciar o seu processo de regularização. Após obter um contrato de trabalho e fazer descontos durante 12 meses acabava por preencher os requisitos para aceder a um título de residente.

“Tirando isso, não há nenhuma alteração regulamentar ou administrativa. O que vai haver é uma coisa que vai prever a fraude, é aplicar as regras que os senhores no Governo anterior criaram e que deram ordem para não aplicar”, disse.

E especificou que o Governo anterior deu “uma instrução interna” a dizer que, face a tanta procura, o termo de responsabilidade ia ser aceite sem ser fiscalizado.

“Quando fala que há um apertar, há é um aplicar a lei. Aplicar a lei vai evitar fraudes”, prosseguiu.

Paulo Pisco (PS) tinha afirmado, na sua intervenção, que as mudanças na área das migrações tinha provocado alguma apreensão junto dos outros Estados-membros da CPLP, ao que Paulo Rangel respondeu que não recebeu nenhuma reação desses países quando as medidas foram anunciadas.

Paulo Rangel manifestou-se “chocado” com o facto de Portugal estar “com um processo de infração da União Europeia”, a propósito das limitações dos cidadãos lusófonos portadores de visto CPLP na circulação nos restantes países europeus.

“De acordo com as regras desenhadas pelos Governo anteriores, concedemos Autorização de Residência aos cidadãos CPLP e depois confinamo-los ao território nacional. Isto é ter cidadãos de primeira e de segunda”, disse.

E prosseguiu: “Estamos a expandir direitos. Os senhores é que criaram uma situação extremamente complexa”.

Ainda em resposta a Paulo Pisco sobre o reforço dos postos consulares, Rangel disse que será para breve.

Últimas de Política Nacional

O presidente da Comissão de Transparência, Rui Paulo Sousa, eleito pelo CHEGA, criticou hoje a deputada socialista Eva Cruzeiro por colocar em causa a isenção desta comissão, salientando que as audições obedecem sempre ao Regimento do parlamento.
A campanha oficial para a segunda volta das eleições presidenciais arranca na quarta-feira e decorre até ao dia 6 de fevereiro, com André Ventura e António José Seguro na corrida a Belém.
É hoje o único debate televisivo entre os dois candidatos à segunda volta das Eleições Presidenciais. Terá 75 minutos de duração e está marcado para as 20h30 (com transmissão na RTP, SIC e TVI).
Uma recolha de depoimentos nas galerias da Assembleia da República acabou em retenção policial e proibição de perguntas. A revista Sábado denuncia pressões e interferências após uma ordem direta do líder parlamentar do PSD.
Antigo presidente da Junta de Amiais de Baixo abandona militância e dispara contra a concelhia de Santarém.
Entre 2017 e 2022, o dinheiro da Junta de Freguesia serviu para pagar dívidas privadas e despesas pessoais. O Tribunal de Santarém considerou provado o desvio de verbas públicas e condenou o então secretário da autarquia por peculato e falsificação de documentos.
O apuramento dos 109 consulados, concluído hoje, deu a vitória a André Ventura na votação dos círculos da emigração para as eleições presidenciais, seguido por António José Seguro, e confirmou-se ainda um aumento da participação neste ato eleitoral.
O Presidente da República promulgou esta segunda-feira o decreto do parlamento que regulamenta a atividade de lobby, considerando que “foram tomadas em consideração as principais questões” que justificaram o seu veto em 2019.
André Ventura considera que a segunda volta das presidenciais deixou de ser um debate de ideias para se transformar numa frente de rejeição à sua candidatura, acusando António José Seguro de não ter propostas próprias para o país.
As regras permitem que quem passou pelo Parlamento e pelo Governo receba duas subvenções vitalícias, mesmo quando o país discute aumentos mínimos para pensões baixas.