Greve na STCP arranca à meia-noite de segunda-feira com serviços mínimos

Os trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) vão fazer uma greve de 26 horas a partir da meia-noite de segunda-feira, convocada pelo sindicato STRUN, mas serão assegurados alguns serviços mínimos por parte da transportadora.

© D.R.

A paralisação vai arrancar às 00:00 de segunda-feira e durará até às 02:00 de terça-feira. O serviço deverá retomar a normalidade na manhã de terça-feira.

Durante o período da greve, estão assegurados alguns serviços mínimos abrangendo os serviços diurno, noturno e a totalidade da rede de madrugada, divulgou na sexta-feira a STCP.

No serviço diurno (entre as 06:00 e as 21:00) estão em causa as linhas 200, 201, 204, 205, 207, 208, 305, 500, 502, 600, 602, 700, 701, 702, 704, 801, 901/906, 903 e 907, e no noturno as linhas 200, 204, 205, 305, 502, 600, 602, 700, 701, 702, 801, 901/906, 903 e 907.

Na rede de madrugada estarão asseguradas a totalidade das viagens nas linhas 1M, 2M, 3M, 4M, 5M, 7M, 8M, 9M, 10M, 11M, 12M e 13M.

No dia 08 de julho, o coordenador da Comissão de Trabalhadores da STCP, João Paulo Silva, confirmou a realização da greve, convocada pelo Sindicato dos Transportes Rodoviários Urbanos do Norte (STRUN), considerando que a administração não respondeu atempadamente à proposta de uma revisão salarial não inferior a 8%.

João Paulo Silva explicou que os trabalhadores consideram insuficiente a atualização salarial efetuada pela administração da STCP – 2% em janeiro e 4,7% em abril.

Cerca de 400 trabalhadores estiveram reunidos em plenário, discutiram a atualização remuneratória da tabela base de 2024, as alterações ao Sistema de Evolução Profissional (SEP) e o cumprimento do Acordo de Empresa.

Os trabalhadores exigem ainda que as alterações ao SEP “se façam em nome da funcionalidade do sistema, sem que agravem os parâmetros de avaliação ou se ponham em causa automatismos vigentes”.

Reclamam ainda o “respeito integral” dos acordos de empresa, “sem alterações interpretativas, nomeadamente faltas justificativas, agente único e assistência na doença”.

A administração da STCP assinalou que “chegou a um compromisso para o ano corrente, no passado mês de maio, com quatro dos cinco sindicatos representativos dos seus trabalhadores”.

“Estes quatro sindicatos representam a maioria dos trabalhadores da empresa. O único sindicato que não assinou este compromisso foi o STRUN”, acrescentou.

Últimas do País

A Marinha coordenou o resgate médico de uma mulher de 76 anos, de nacionalidade norte-americana, que estava a bordo de um navio de cruzeiro que navegava a oeste do arquipélago dos Açores, foi este domingo divulgado.
Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga estão este domingo sob aviso amarelo devido à previsão de chuva, podendo ser acompanhada de trovoada e de queda de granizo, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um sismo de magnitude 3,1 na escalada de Richter foi sentido este sábado na ilha Terceira, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).
Cerca de 20 mil clientes continuam sem serviços fixos de comunicações, três meses depois de a depressão Kristin ter atingido o país, revelou à agência Lusa a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
Portugal, Espanha e outros países do sul da Europa consolidaram-se como destinos preferidos dos europeus para viajar na primavera e no verão deste ano, com um aumento conjunto de 17% na procura face a 2025.
O coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País disse à agência Lusa que a reposição total dos serviços de comunicações fixos, afetados na sequência do mau tempo, pode ocorrer até ao verão.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou esta sexta-feira ter detido, no concelho de Porto de Mós, dois jovens suspeitos de tráfico de droga, tendo apreendido, além de produto estupefaciente, armas.
Quase três meses depois da depressão Kristin, cerca de 20% da população do município de Figueiró dos Vinhos, no norte do distrito de Leiria, continua sem acesso à internet e a televisão, segundo o presidente da Câmara.
Dois autarcas do concelho de Leiria manifestaram à agência Lusa preocupação pela existência de idosos impossibilitados de pedir socorro em caso de necessidade devido ao atraso na reposição das comunicações fixas na sequência do mau tempo.
As comunidades intermunicipais (CIM) da Região de Leiria, Região de Coimbra e Médio Tejo pediram ao Governo o prolongamento das medidas de apoio lançadas para compensar os estragos provocados pela depressão Kristin.