Falta de monitorização de águas do Douro coloca banhistas em risco

Um grupo de associações ambientalistas alertou hoje que a falta de monitorização e de divulgação das analises de controlo microbiológico em águas não classificadas em várias zonas do rio Douro “coloca em risco milhares de banhistas”.

© D.R.

Em comunicado, a #MovRioDouro, movimento composto por cidadãos e 17 organizações nacionais e regionais, questiona a tutela sobre “os critérios que levam à qualificação das praias de águas fluviais e lacustres como praias de banhos” e apelam por “maior transparência”.

O grupo pede que seja divulgada a lista completa de praias avaliadas, os motivos para sua qualificação ou não como águas balneares e pedem que esta informação seja também submetida a “procedimento de consulta pública e não apenas a proposta final de lista de águas balneares, como ocorre atualmente”.

O movimento alerta que “a atual falta de monitorização e divulgação de resultados das análises de controlo microbiológico em águas não classificadas coloca em risco milhares de banhistas”.

No texto apontam-se exemplos como a zona de Zebreiros em Gondomar e o Areinho de Oliveira do Douro em Vila Nova de Gaia, que têm infraestruturas para atividades balneares, como bares e quartos de banho, mas não é dada sem informação adequada sobre a qualidade das águas que aqueles infraestruturas servem.

“Se as águas frequentadas por milhares de banhistas fossem monitorizadas, teríamos, com certeza, informação mais clara e bandeiras vermelhas na maior parte desses locais, que serviriam de alerta para os banhistas. Ora não é isso que acontece, pelo contrário. Apesar de existir um pequeno aviso da APA que desaconselha os banhos, os municípios criam muitas vezes condições para a ida a banhos”, alerta no texto, em nome do movimento, Gustavo Briz.

Segundo as organizações do #MovRioDouro, entre as quais a ANP|WWF e a ZERO, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) “deveria divulgar, durante a época balnear, a qualidade microbiológica da água dos espaços com elevada procura, sobretudo daqueles onde, comprovadamente, a água não tem a qualidade mínima necessária”.

Por outro lado, aponta-se, “os municípios não devem disponibilizar infraestruturas para a atividade balnear sem que esteja confirmada a qualidade da água para este fim, pois podem levar a população a correr riscos desconhecidos, devendo a própria APA providenciar instruções claras aos municípios nesse sentido”.

Para esta época balnear, enumera o #MovRioDouro, a parte portuguesa da Bacia do Douro conta com seis águas balneares interiores no Sabugal, quatro em Mirandela, três em Macedo de Cavaleiros e Vinhais, duas em Moimenta da Beira e uma em Castro Daire, Freixo de Espada à Cinta, Gondomar, Sernancelhe e Valpaços.

Últimas do País

O dono de um bar em Vila do Conde foi hoje condenado a uma pena suspensa de três anos e nove meses pelos crimes de lenocínio, auxilio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.
A PSP deteve no último mês, na zona de Lisboa, quatro cidadãos brasileiros procurados pelas autoridades do Brasil por crimes de homicídio, tentativa de homicídio e roubo, que aguardam os processo de extradição, foi hoje divulgado.
Os episódios de calor extremo registados na última década agravaram a mortalidade em Portugal, em comparação com a década de 1990, sobretudo nas regiões do interior do país, com Trás-os-Montes a registar o maior aumento.
Os professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, segundo um estudo da OCDE, o que lhes permite lidar melhor com os desafios da sala de aula e fazer com que os alunos aprendam melhor.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o Governo está a pôr sobre o partido o ónus de um acordo sobre a reforma laboral no parlamento, apesar de não ter dado "nenhum passo" de aproximação.
Peso da imigração explica subida da natalidade em Portugal, com Lisboa a aproximar-se dos 50%.
Quase 330 doentes morreram, entre 2021 e 2025, à espera de cirurgia cardíaca disse hoje a secretária de Estado da Saúde Ana Povo, adiantando que a tutela vai publicar um despacho para a revisão das redes de referenciação.
O número de episódios de urgência nos hospitais baixou no inverno 2025/2026, mas aumentou o peso dos casos realmente urgentes (pulseira amarela) e o tempo médio de permanência na urgência voltou a subir após descer em 2024/2025.
Ataque em Oliveira do Bairro deixa duas pessoas em estado grave após vários disparos junto ao local de trabalho da vítima.
Um incêndio destruiu hoje duas casas de aprestos no porto da Ribeira Quente, no concelho açoriano da Povoação, e um homem teve de ser transportado para uma unidade de saúde, devido à inalação de fumos, revelou fonte dos bombeiros.