MAI nega que câmaras estivessem desligadas durante assalto à Secretaria-Geral

O Ministério da Administração Interna (MAI) recusou esta quarta-feira que as câmaras de videovigilância estivessem avariadas ou desligadas no dia em que o edifício da Secretaria-Geral foi assaltado, mas admite falhas na gravação de imagens.

© D.R.

O edifício da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, na Rua de São Mamede, em Lisboa, foi assaltado na madrugada de dia 28 de agosto, tendo sido levados oito computadores, mas só dois estavam a uso, indica um comunicado divulgado hoje pelo MAI.

Na sequência da investigação, a PSP deteve na segunda-feira um suspeito do assalto.

No comunicado, o MAI esclarece que contrariamente ao que tem sido noticiado, “não corresponde à verdade que as câmaras de videovigilância, do edifício que sofreu a intrusão, estivessem avariadas ou desligadas, na altura da intrusão, já que estavam a funcionar normalmente e as imagens eram visíveis no respetivo posto de controlo”.

Contudo, o MAI esclarece que “havia uma falha na gravação de imagens que é uma coisa distinta do que vem sendo propalado por várias fontes não fidedignas, mas que não impediram a identificação do suspeito e a sua, agora, detenção”.

O ministério diz que dos oito computadores furtados, só dois estavam a uso e os restantes eram computadores de reserva/substituição”.

Realça também que em “ambos os casos, seja nos computadores de reserva/substituição, seja no caso dos dois computadores que estavam a uso, não existiu, nem existe, qualquer risco de acesso a qualquer informação e ou documentos, confidenciais ou não”.

Esclarece igualmente que os “computadores furtados eram meros terminais de acesso a informação sediada em servidor e, logo, não acessível apenas com o computador, sem acesso à mesma”.

“Ainda, assim, estes computadores não estavam, nem estiveram, ligados, nem tem acesso, a informação classificada ou de relevância”, segundo o MAI.

Na nota, o ministério de Margarida Blasco, sublinha que não foram prestadas informações na altura para não prejudicar as investigações criminais desencadeadas.

A PSP deteve na segunda-feira um homem de 39 anos por suspeita da intrusão e furto no edifício, que não é o local onde funciona o MAI, que funciona na ala oeste da Praça do Comércio, em Lisboa.

Na nota, o MAI indica que o detido “tem já um vasto histórico criminal, cumpriu pena de prisão em França, por crimes de igual natureza, evadindo-se daqueles estabelecimentos prisionais e terá regressado a Portugal no início do presente ano, vindo, desde então, segundo está a apurar-se, a praticar ilícitos da mesma natureza”.

O detido vai ser presente a tribunal para efeitos de 1.º Interrogatório Judicial, para aplicação das respetivas medidas de coação.

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