PORTUGAL CAI DE 3º PARA 30º PAÍS NA LISTA DOS PAÍSES MAIS SEGUROS

Portugal tem enfrentado uma onda de criminalidade cada vez mais intensa e preocupante. Nos últimos anos, o país tem sido diariamente confrontado com notícias alarmantes de assaltos, homicídios e violência generalizada nas ruas. Recentemente, a CEOWORLD Magazine publicou um ranking que revela uma queda abrupta na posição de Portugal no que diz respeito à segurança global.

© Folha Nacional

O país, que outrora ocupava orgulhosamente o 3º lugar na lista dos países mais seguros do mundo, viu a sua classificação descer para o 30º lugar. Este tombo realça uma deterioração significativa nas condições de segurança, mas também aponta para uma tendência alarmante que tem gerado uma crescente preocupação entre a população em geral. O ranking vem reforçar as queixas amplamente disseminadas pelo CHEGA sobre o aumento da criminalidade.  Este aumento da criminalidade tem um impacto profundo e perturbador em diversos aspetos da vida quotidiana dos cidadãos, desde a sensação de vulnerabilidade até ao impacto nas comunidades e na economia local. A situação tem vindo a agravar-se progressivamente ao longo dos últimos anos, com um aumento notável em diversos tipos de crimes e incidentes violentos. O aumento da criminalidade em Portugal já não é apenas uma questão de estatísticas, mas uma realidade que afeta a qualidade de vida dos cidadãos e a confiança nas instituições de segurança pública.

O Partido CHEGA, liderado por André Ventura, tem desempenhado um papel de destaque na denúncia desta problemática utilizando as suas redes sociais para expor e criticar a crescente insegurança e a falta de eficácia das políticas de segurança pública, chamando à atenção para casos específicos de criminalidade que ocorrem em diferentes regiões do país. De norte a sul de Portugal, não há cidade que esteja livre deste problema. A criminalidade tem-se revelado particularmente difícil de conter, com as forças de segurança frequentemente empenhadas em lidar com um volume crescente de casos e com uma falta de recursos adequados. Esta situação tem alimentado uma sensação generalizada de impunidade entre os criminosos e dificultado significativamente a implementação de medidas eficazes de prevenção e resposta por parte das autoridades. O resultado é um aumento do medo das populações que parece não ter fim.

Este medo tem-se agravado com as várias fugas das prisões a que temos assistido nos últimos anos. De acordo com o jornal Público, nos últimos 15 anos, registaram-se 160 fugas de reclusos do sistema prisional português, segundo números fornecidos pela Direção Geral das Políticas de Justiça. O caso mais recente, que tem dominado as notícias e o espaço mediático nos últimos dias, é a fuga de cinco criminosos perigosos da prisão de Vale de Judeus. Este incidente não só ressalta a fragilidade do sistema de segurança prisional como também a necessidade urgente de uma revisão e reforço das medidas de segurança e monitorização nas nossas instituições prisionais.

CINCO CRIMINOSOS PERIGOSOS FOGEM DE VALE DE JUDEUS

Foi no passado dia 7 de setembro que Portugal ficou em alerta com a notícia de que cinco criminosos tinham escapado do estabelecimento prisional de Vale de Judeus, utilizando apenas uma escada e uma corda.

O Presidente do CHEGA, André Ventura, não poupou críticas a este respeito, apontando diretamente para os sucessivos governos do PS e do PSD, acusando-os de falharem no investimento necessário para a melhoria das condições e das infraestruturas dos estabelecimentos prisionais, deixando ainda uma crítica à desativação das torres de vigilância nas prisões, que considera um fator crucial para a segurança. “A culpa da desativação das torres de vigilância é de António Costa”, afirmou durante uma conferência de imprensa. 

André Ventura expressou a sua incompreensão relativamente à transferência de alguns destes criminosos do Estabelecimento Prisional de Segurança Máxima de Monsanto para o Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, onde a segurança é bastante menos apertada. Ventura questionou como é possível que esta mudança tenha ocorrido apenas porque os presos “não se sentiam bem no local onde estavam”, considerando a situação como uma demonstração de falta de seriedade e afirmando que “só num país a brincar é que isto acontece”. Além disso, criticou a decisão de não se extraditar um dos fugitivos para outro país quando a pena que ele enfrentaria lá seria prisão perpétua, isto é, superior à pena máxima praticada em Portugal que é de 25 anos de prisão. O líder do CHEGA garantiu ainda que se fosse primeiro-ministro, esses indivíduos “nunca mais viam a luz do dia” e que “se tivéssemos tratado estes criminosos como mereciam, hoje não estariam em fuga”.

Ventura apontou o dedo à ministra da Justiça por ter demorado três dias a falar ao país, após a fuga dos criminosos. “Onde é que anda a ministra da Justiça? Fogem cinco criminosos e ninguém sabe dela, parece que está de férias”, disse o Presidente do CHEGA nas Jornadas Parlamentares do Partido, dias antes de a ministra falar ao país.  O CHEGA vai pedir um “relatório de todas as pessoas que estão presas em Portugal e que não estão a ser entregues a outros países porque as penas que teriam de cumprir lá seriam maiores que 25 anos”, defendendo também que estas sejam “devolvidas mal acabem a sua pena em Portugal”, disse André Ventura, acrescentando que vai exigir responsabilidades por este caso tão grave. “Esta fuga envergonha Portugal, que está nas bocas do mundo devido à sua aparente incompetência em manter criminosos perigosos atrás das grades”, rematou o líder do terceiro maior partido português.

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