Sindicato da guarda prisional acusa ex-diretor-geral de “sacudir água do capote”

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional considerou hoje lamentável que o ex-diretor-geral dos Serviços Prisionais venha "sacudir a água do capote" e tentar culpar a guarda prisional pela fuga de Vale de Judeus.

Frederico Morais (Presidente do Sindicato da Guarda Prisional) © D.R.

 

Em declarações à agência Lusa a propósito da entrevista de Rui Abrunhosa Gonçalves à RTP, Frederico Morais referiu que é “lamentável” e “muito triste” ouvir o ex-diretor das prisões, que foi demitido pela ministra da Justiça, tentar atirar as culpas para a guarda prisional, “não assumindo as responsabilidades que tinha” como responsável máximo da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Frederico Morais lembrou que a ministra da Justiça reconheceu publicamente que as suas críticas à falta de comando e desleixo relacionadas com a fuga de cinco reclusos daquela cadeia envolviam o então responsável máximo da DGRSP.

E acrescentou que, apesar de agora Rui Abrunhosa Gonçalves tentar “sacudir a água do capote”, o sindicato (SNCGP) defenderá “com unhas e dentes” os guardas que prestam serviço em Vale de Judeus.

Também Hermínio Barradas, presidente da Associação Nacional de Chefes da Guarda Prisional, criticou a tentativa de desresponsabilização de Rui Abrunhosa Gonçalves na entrevista à RTP, observando que era o então diretor-geral que poderia ter tido uma intervenção direta para alterar e resolver os problemas de segurança das cadeias e não o fez.

Hermínio Barradas assinalou a “falta de estratégia” para o sistema prisional durante o mandato de Rui Abrunhosa Gonçalves à frente da DGRSP, nomeadamente em termos de segurança e condições de trabalho para a guarda prisional.

Por seu lado, fontes do sistema prisional adiantaram à Lusa que a diretora-geral interina das prisões, Isabel Leitão, se deslocou hoje de manhã a Vale de Judeus onde manteve uma reunião com as chefias da guarda e outros responsáveis para analisar questões de segurança e de funcionamento daquela prisão.

Também hoje, em Vale de Judeus, um dos guardas visados no processo de averiguações interno da Auditoria e Inspeção dos Serviços Prisionais relativo à fuga dos reclusos foi ouvido pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do inquérito-crime aberto pelo Ministério Público para apurar o que se passou.

Fonte ligada à investigação revelou à Lusa que a inquirição deste guarda de serviço à videovigilância incidiu basicamente sobre “horários de entrada e de saída” e outros “aspetos funcionais” do trabalho ali desenvolvido.

Entretanto, centenas de guardas prisionais, de norte a sul do país, são esperados dia 19 no exterior da cadeia de Vale de Judeus num “encontro de solidariedade” para demonstrar “a união e a força” da classe, numa iniciativa do SNCGP.

Fonte sindical adiantou à Lusa que vários elementos das outras forças de segurança, incluindo a PSP, já manifestaram ao SNCGP a intenção de estarem presentes neste encontro de solidariedade com a guarda prisional.

Cinco reclusos fugiram no sábado do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa.

Os evadidos são dois cidadãos portugueses, Fernando Ribeiro Ferreira e Fábio Fernandes Santos Loureiro, um cidadão da Geórgia, Shergili Farjiani, um da Argentina, Rodolf José Lohrmann, e um do Reino Unido, Mark Cameron Roscaleer, com idades entre os 33 e os 61 anos.

Foram condenados a penas entre os sete e os 25 anos de prisão, por vários crimes, entre os quais tráfico de droga, associação criminosa, roubo, sequestro e branqueamento de capitais.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura foi o único a votar contra o diploma, considerando que o novo Estatuto do Apátrida alarga o acesso à residência, ao SNS, à educação e a outros apoios públicos sem reforçar os mecanismos de fiscalização nem proteger os interesses dos portugueses.
A serra do Marão é vigiada desde hoje por patrulhas da GNR a cavalo para sensibilizar as populações e visitantes, dissuadir comportamentos de risco e reforçar a prevenção neste período de maior risco de incêndio rural.
Portugal tem atualmente cerca de 1,6 milhões de residentes estrangeiros, o equivalente a 14% da população, segundo os dados revistos do Instituto Nacional de Estatística (INE). Nunca o país teve um peso tão elevado de população estrangeira, entrando agora no grupo dos Estados-membros da União Europeia com maior percentagem de residentes de nacionalidade estrangeira.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje uma médica de Benavente, no distrito de Santarém, suspeita de ter recebido verbas indevidas para viabilizar reformas por invalidez, confirmou à Lusa fonte da força policial.
O Tribunal da Relação do Porto (TRP) manteve a condenação de uma falsa vidente de Santo Tirso que burlou uma mulher em mais de 175 mil euros, mas reduziu a pena de cinco para quatro anos e meio de prisão efetiva.
Caixotes do lixo e outros equipamentos públicos foram vandalizados nas últimas semanas com mensagens relativas ao grupo anarquista e de extrema-esquerda 'ANTIFA'. Onda de vandalismo reacende debate sobre proposta do CHEGA para classificar o movimento como organização terrorista.
O presidente do CHEGA defendeu hoje que o Estado português não deve pagar qualquer indemnização a José Sócrates, mesmo que a tal seja condenado em última instância, assegurando que se for primeiro-ministro não o fará.
O tempo quente que afeta Portugal dará origem a uma onda de calor que se prolongará por oito a 10 dias e atingirá praticamente todo o país, estimou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O Tribunal de Leiria condenou hoje quatro arguidos a penas de prisão que variam entre os quatro e os nove anos, por furtos, sobretudo em cemitérios, num processo em que outros quatro arguidos receberam penas suspensas.
A prisão preventiva foi a medida de coação aplicada a um homem suspeito de violência doméstica contra a mulher, detido na quinta-feira no concelho de Olhão, no distrito de Faro, anunciou hoje a GNR.