Governo cria linha de crédito de 100 milhões para produtores vinícolas

O Governo criou uma linha de crédito de 100 milhões de euros com juros bonificados destinada a produtores vinícolas, disse hoje o Ministério da Agricultura e Pescas em comunicado.

© D.R.

Segundo a informação, o Governo criou uma portaria (assinada pelo ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, e pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento) para ser publicada com urgência “designada ‘Linha de tesouraria – setor vinícola’, com as taxas de juro assumidas pelo Orçamento do Estado, dirigida a cooperativas e empresas do setor que se dedicam à transformação de uva para vinho”.

A medida destina-se a cooperativas e empresas que se dediquem à transformação de uva para vinho e os empréstimos são concedidos pelo prazo máximo de três anos.

Citado no comunicado, o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, explicou que com esta medida as cooperativas e as empresas só receberão “o montante equivalente aos pagamentos que fizerem aos produtores de uvas”, sendo que a campanha de 2023 também é elegível para regularização de pagamentos em atraso.

O governante considerou ainda que a “bonificação da taxa de juro de 100% é mais uma prova do forte empenho do Governo no apoio ao setor vitivinícola”.

Esta medida, segundo o executivo, é mais uma que faz parte do plano estratégico para minorar o desequilíbrio no mercado criado pelo excesso de ‘stock’ de vinhos tintos em Portugal.

Uma das medidas já anunciadas é a destilação de crise, financiada pela Comissão Europeia, para destilar algum do vinho em excesso, cujo álcool será usado em outros fins.

O Governo considerou que foi devido à falta de proatividade do executivo anterior que se chegou à situação atual.

Em 2023, houve uma redução de consumo de vinho em termos nacionais e mundiais. Em Portugal, a vindima também foi maior do que o normal em 2023 e o mesmo se prevê para este ano, devido à reestruturação da vinha que a tornou mais produtiva.

Últimas de Economia

O cabaz de bens essenciais da DECO PROteste disparou para os 249,09 euros, o valor mais alto desde que a análise começou, em 2022, pressionando ainda mais o orçamento das famílias portuguesas.
O oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que Portugal submeteu a Bruxelas em novembro de 2025, deverá ser pago em fevereiro, adiantou hoje a Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
A Comissão Europeia sublinhou hoje que o sistema para o rastreio do azeite é eficaz e irá trabalhar com os Estados-membros para melhorar os controlos que estes realizam, respondendo a um relatório do auditor europeu sobre o setor.
O Banco de Portugal (BdP) encomendou uma auditoria externa aos procedimentos internos de aquisição de bens e serviços, "com especial enfoque na contratação pública na área de Sistemas de informação e de Tecnologias de Informação", anunciou a instituição.
O índice de produção na construção abrandou para 3,0% em novembro, em termos homólogos, menos 0,1 pontos percentuais que em outubro, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os aeroportos portugueses movimentaram 68,9 milhões de passageiros de janeiro a novembro, mais 4,7% do que no mesmo período de 2024, enquanto o tráfego de mercadorias registou uma subida mais moderada, de 0,3%, indicou hoje o INE.
A inflação até baixou em 2025, mas a carteira dos portugueses não sentiu alívio. Carne, rendas, seguros e refeições fora de casa subiram bem acima da média, mantendo o custo de vida sob forte pressão.
A inflação homóloga nos países da OCDE, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), baixou para 3,9% em novembro de 2025, com o retorno dos preços na alimentação.
Os preços globais dos alimentos registaram uma subida média de 4,3% em 2025, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% até novembro de 2025, face ao período homólogo, totalizando 515, o que supera o total de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados hoje pela DGERT.