Mais de 5.000 candidatos ao novo concurso de professores para escolas carenciadas

Mais de 5.000 professores candidataram-se ao novo concurso extraordinário de vinculação para escolas carenciadas, que termina hoje com 2.309 vagas, segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação.

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“Já temos mais de 5.000 candidatos”, afirmou Fernando Alexandre, que está a ser ouvido pela comissão parlamentar de Educação e Ciência, por requerimento do Chega a propósito de alegadas irregularidades na colocação de professores no âmbito dos concursos interno e externo.

O concurso, lançado na semana passada, conta com 2.309 vagas distribuídas pelos 23 quadros de zona pedagógica (QZP) com maior carência de professores, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Mais de metade das vagas é para o QZP que abrange os concelhos de Vila Franca de Xira, Loures, Sintra, Cascais, Oeiras, Amadora, Odivelas e Lisboa, com 1.298 lugares de quadro disponíveis, que representam cerca de 56% do total.

A sul do Tejo, os restantes concelhos da Área Metropolitana de Lisboa contam com 360 vagas, para uma área que vai desde Almada a Setúbal, seguindo-se o QZP que abrange os concelhos de Monchique, Portimão, Lagoa e Silves com 67 vagas.

Entre as zonas mais carenciadas, destacam-se também os concelhos de Albufeira e Loulé, com 52 vagas, Rio Maior, Santarém, Azambuja, Cartaxo e Alenquer, com 51 vagas, e Grândola, Santiago do Cacém e Sines, com 47 vagas.

Por grupo de recrutamento, há 11 disciplinas com mais de uma centena de vagas, quase todas para professores que dão aulas ao 3.º ciclo e ensino secundário.

Depois do grupo de recrutamento de Educação Especial, que conta com 222 lugares de quadro, seguem-se as disciplinas de Informática (193 vagas), Matemática (186 vagas) e Português (166 vagas).

Inglês, Geografia, Física e Química, Biologia e Geologia, e História estão também entre as disciplinas com maior falta de professores.

O novo concurso, que o Governo antecipa que possa ficar concluído até novembro, procura resolver as falhas identificadas no concurso de vinculação extraordinário realizado pelo anterior executivo, que deixou 3.000 horários sem professor atribuído, 19.000 professores sem colocação e 1.600 professores sem horário.

Podem candidatar-se apenas os professores contratados, deixando de fora aqueles que já entraram para os quadros do Ministério da Educação, mas, ao contrário dos anteriores, o novo concurso é alargado aos docentes com habilitação própria, ou seja, sem a habilitação profissional necessária para integrarem a carreira docente e que implica um mestrado em Ensino.

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