Minorias nas polícias? CHEGA quer mais condições e menos propaganda

A Assembleia da República aprovou uma recomendação ao Governo visando a criação de campanhas de recrutamento direcionadas às forças de segurança.

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O objetivo é atrair um número maior de imigrantes, afrodescendentes, pessoas da comunidade LGBTQ+ e membros da comunidade cigana.

A recomendação surge como desdobramento do Projeto de Resolução n.º 201/XVI/1.ª, apresentado pelo partido Livre, que foi aprovada pela Assembleia, com o CHEGA a posicionar-se como o único partido a votar contra.

PSD e CDS não se opuseram a esta proposta da extrema-esquerda, o que levanta questões sobre a sua postura dos partidos em relação às forças de segurança.

André Ventura, Presidente do CHEGA, criticou veementemente a recomendação e os outros partidos que a apoiaram, afirmando que “há outras prioridades nas forças de segurança”.

Segundo Ventura, “para os outros partidos, são estes os problemas da polícia e da violência em Portugal”, sugerindo que questões como a criminalidade e a segurança pública devem ser priorizadas em relação à diversidade na composição das forças de segurança.

O Presidente do CHEGA afirma que o recrutamento de novos membros das forças de segurança não deve levar em conta critérios como a origem étnica ou a orientação sexual, mas sim a capacidade profissional dos indivíduos, salientando a importância de assegurar que as forças de segurança tenham condições adequadas para desempenhar as suas funções e que “a prioridade deve ser garantir melhores condições para as forças de segurança, assegurando a sua dignidade e que elas tenham os meios adequados para enfrentar a onda de criminalidade que tem afetado Portugal”.

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A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”