PJ detém diretor executivo de empresa de criptomoeda por “manipulação generalizada”

A Polícia Judiciária deteve um cidadão estrangeiro suspeito de dirigir uma organização criminosa que se dedicava à “manipulação generalizada” nos mercados de criptomoedas, a pedido da autoridade de investigação federal norte-americana, FBI, anunciou hoje a PJ.

©Facebook PJ

No âmbito de uma operação de cooperação internacional, a PJ localizou e deteve em Cascais um dos diretores executivos de uma empresa de serviços financeiros de criptomoeda (moeda digital), tendo sido efetuadas em simultâneo outras duas detenções, uma nos Estados Unidos e outra no Reino Unido.

“Na operação policial dirigida pelo FBI, foram apreendidos mais de 25 milhões de dólares (22,9 milhões de euros) em criptomoedas” e foram desativados “vários ‘bots’ [programa de computador que executa tarefas automáticas pela Internet] de negociação, responsáveis por milhões de dólares em transações de branqueamento de capitais”, adianta a PJ em comunicado.

Segundo a polícia portuguesa, “o ‘modus operandi’ utilizado passava pela criação de empresas com declarações falsas sobre criptomoedas (‘tokens’) e pela execução de negociações falsas para criar a aparência de que seriam bons investimentos”, o que atraia investidores e compradores e levava ao aumento do preço da moeda.

“Os suspeitos são também acusados de ter vendido ‘tokens’ a preços artificialmente inflacionados, uma fraude comummente conhecida como ‘pump and dump’”.

De acordo com um comunicado do Gabinete do Procurador dos Estados Unidos, do Estado de Massachusetts, 18 indivíduos e entidades foram acusados de fraude e manipulação generalizadas nos mercados de criptomoedas.

“As acusações foram reveladas em Boston contra os líderes de quatro empresas de criptomoedas, quatro empresas de serviços financeiros de criptomoedas (conhecidas como ‘market makers’) e funcionários dessas empresas”, indica a nota divulgada na semana passada.

Refere ainda que estas são as “primeiras acusações criminais contra empresas de serviços financeiros por (…) ´wash trading’ [compra e venda dos mesmos instrumentos financeiros ao mesmo tempo para manipular o mercado] na indústria de criptomoedas”.

Últimas do País

Pedido de auxílio por agressões a um homem levou a GNR a encontrar produto estupefaciente no interior de uma casa no Cadaval. Mulher de 38 anos foi constituída arguida.
Cidadão estrangeiro, de 33 anos, preparava-se para embarcar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, quando apresentou um passaporte croata falso. PSP encontrou ainda na sua posse outros dois documentos croatas igualmente fraudulentos.
Homem de 38 anos foi detido pela PSP depois de ter entrado pela janela de uma residência em Alvalade e furtado artigos avaliados em 18.200 euros. Polícia conseguiu recuperar parte dos bens.
Ministro disse que os empréstimos usados na compra dos montes estavam declarados. Em causa estão quatro propriedades situadas na freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira.
Jovens que vão entrar no 7.º ano continuam sem colocação a poucas semanas do início das aulas. Ministério da Educação em silêncio.
Grupo que se apresentava como ‘Diligência Judicial’ é suspeito de ameaçar pessoas e empresas endividadas, apreender bens e obrigar vítimas a assumir dívidas alegadamente inexistentes. Investigação do DIAP de Lisboa e da PJ arrasta-se há mais de seis anos.
Mais de 1,6 milhões de pensionistas de velhice da Segurança Social receberam menos de 870 euros por mês em 2025. Entre os beneficiários de pensões de invalidez, a realidade é ainda mais pesada: cerca de 90% ficaram abaixo daquele valor.
Ministério Público acusa Rui Cristina na sequência de declarações sobre a política de habitação destinada à comunidade cigana. Autarca defende que a Câmara não deve continuar a canalizar dinheiro público para aquele grupo.
Menor foi surpreendido por dois indivíduos de rosto tapado, que efetuaram vários disparos em plena rua. Projétil ficou alojado no tronco e vítima sofreu ainda dois ferimentos na cabeça. Polícia procura os autores do ataque.
Partido avança com pedidos de informação sobre o parque habitacional dos municípios e quer conhecer o número de casas ocupadas e desocupadas, o valor médio das rendas e a dívida acumulada. CHEGA defende maior escrutínio sobre a gestão da habitação pública em plena crise de acesso à casa.