PJ detém diretor executivo de empresa de criptomoeda por “manipulação generalizada”

A Polícia Judiciária deteve um cidadão estrangeiro suspeito de dirigir uma organização criminosa que se dedicava à “manipulação generalizada” nos mercados de criptomoedas, a pedido da autoridade de investigação federal norte-americana, FBI, anunciou hoje a PJ.

©Facebook PJ

No âmbito de uma operação de cooperação internacional, a PJ localizou e deteve em Cascais um dos diretores executivos de uma empresa de serviços financeiros de criptomoeda (moeda digital), tendo sido efetuadas em simultâneo outras duas detenções, uma nos Estados Unidos e outra no Reino Unido.

“Na operação policial dirigida pelo FBI, foram apreendidos mais de 25 milhões de dólares (22,9 milhões de euros) em criptomoedas” e foram desativados “vários ‘bots’ [programa de computador que executa tarefas automáticas pela Internet] de negociação, responsáveis por milhões de dólares em transações de branqueamento de capitais”, adianta a PJ em comunicado.

Segundo a polícia portuguesa, “o ‘modus operandi’ utilizado passava pela criação de empresas com declarações falsas sobre criptomoedas (‘tokens’) e pela execução de negociações falsas para criar a aparência de que seriam bons investimentos”, o que atraia investidores e compradores e levava ao aumento do preço da moeda.

“Os suspeitos são também acusados de ter vendido ‘tokens’ a preços artificialmente inflacionados, uma fraude comummente conhecida como ‘pump and dump’”.

De acordo com um comunicado do Gabinete do Procurador dos Estados Unidos, do Estado de Massachusetts, 18 indivíduos e entidades foram acusados de fraude e manipulação generalizadas nos mercados de criptomoedas.

“As acusações foram reveladas em Boston contra os líderes de quatro empresas de criptomoedas, quatro empresas de serviços financeiros de criptomoedas (conhecidas como ‘market makers’) e funcionários dessas empresas”, indica a nota divulgada na semana passada.

Refere ainda que estas são as “primeiras acusações criminais contra empresas de serviços financeiros por (…) ´wash trading’ [compra e venda dos mesmos instrumentos financeiros ao mesmo tempo para manipular o mercado] na indústria de criptomoedas”.

Últimas do País

Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.
O INEM registou em 2025 um aumento de 22,5% das ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho com crianças e jovens e alertou que os mais novos devem estar sempre "sob vigilância ativa" nas zonas balneares.
André Ventura acusa o PSD de recuar na Lei da Nacionalidade e diz que a exclusão dos crimes de pedofilia dos casos de perda de nacionalidade é “inaceitável”. CHEGA avisa que não viabilizará a reconfirmação do diploma se o texto não for alterado.
Durante 18 meses, uma organização criminosa operou praticamente sem levantar suspeitas às portas da capital portuguesa. Oito homens são agora acusados de tráfico agravado de droga, associação criminosa e posse ilegal de armas.
O inspetor-geral de Finanças (IGF) afirmou hoje no parlamento que Portugal tem deficiências no controlo dos benefícios fiscais e pediu uma resposta estrutural a este problema.
O líder do CHEGA diz que os socialistas continuam a evitar o caso Sócrates e garante que o Estado não deve pagar “nem mais um cêntimo” ao antigo primeiro-ministro.
Investigação da Polícia Judiciária aponta para um esquema de falsas reformas por invalidez que terá envolvido três médicos. Mais de 180 pessoas perderam a prestação depois de terem sido consideradas aptas para trabalhar.
Vítima, de 52 anos, foi encontrada sem vida no interior de uma viatura estacionada. As causas da morte permanecem por apurar.
Quatro homens, entre os 20 e os 49 anos, foram detidos pela GNR por furto qualificado em explorações agrícolas, roubo na via pública e coação agravada, na localidade de Pias, concelho de Serpa, foi hoje revelado.
O comandante-geral cessante da Polícia Marítima, vice-almirante Nuno Chaves Ferreira, alertou que o narcotráfico está a mudar de estratégia e já utiliza as águas interiores portuguesas para transportar droga.