PJ investiga distúrbios em bairros da região de Lisboa

A Polícia Judiciária está a investigar os distúrbios registados em vários bairros da região de Lisboa e já esteve no Bairro do Zambujal, na Amadora, disse hoje à Lusa fonte da PJ.

© LUSA/MIGUEL A.LOPES

Além de estar a investigar a morte do homem de 43 anos baleado na madrugada de segunda-feira pela PSP na Cova da Moura, tendo constituído arguido o agente e apreendido a arma de serviço, a PJ está também a investigar os distúrbios que começaram na noite de segunda-feira no Bairro do Zambujal e alastraram na terça-feira a outros locais dos concelhos de Oeiras, Sintra, Amadora, Lisboa, Odivelas, Loures, Cascais, Almada e Seixal.

A fonte adiantou que a PJ está a investigar os distúrbios por se tratar de crime público, tendo em conta que dois autocarros da Carris foram incendiados, bem como carros e vário mobiliário urbano, como caixotes do lixo.

Desde a noite de segunda-feira foram registados desacatos no Zambujal e, já na terça-feira, em bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados dois autocarros, automóveis e caixotes do lixo, e detidas três pessoas. Dois polícias receberam tratamento hospitalar devido ao arremesso de pedras e dois passageiros dos autocarros incendiados sofreram esfaqueamentos sem gravidade.

Estes desacatos decorreram após Odair Moniz, de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, ter sido baleado mortalmente por um agente da PSP na madrugada de segunda-feira, no Bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, e ter morrido pouco depois no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Segundo a PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e “entrou em despiste” na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria a isenta” para apurar “todas as responsabilidades”, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu um inquérito urgente e também a PSP anunciou um inquérito interno.

Segundo a PSP, os dois agentes estão agora em serviço administrativo e a receber apoio psicológico.

Últimas do País

O mau tempo e os caudais elevados do Tejo mantêm hoje 26 vias de comunicação afetadas em vários concelhos do distrito de Santarém, num cenário que deverá prolongar‑se nos próximos dias, segundo a Proteção Civil.
O homem, de 28 anos, acusado de esfaquear mortalmente um jovem junto ao Bar Académico da Universidade do Minho em abril de 2025, em Braga, não vai prestar declarações durante o julgamento, indicou hoje o seu advogado.
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) recebeu no ano passado 3.480 queixas de assédio moral e sexual, mas aplicou apenas 20 contraordenações, segundo dados da Autoridade, citados hoje pelo jornal Público.
O Hospital Santa Maria reforçou a resposta neonatal com a nova Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, aumentando para 28 o número de vagas, das quais 10 de cuidados intensivos, melhorando a resposta aos recém-nascidos mais críticos, foi hoje anunciada.
A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) alertou hoje para os danos económicos graves causados ​​pelo vírus da língua azul que afetam as explorações pecuárias da região e que colocam a sua sustentabilidade em risco.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou hoje para o risco de cheias, durante a semana, com especial incidência no território a norte do Mondego e na bacia do Tejo, particularmente na segunda e terça-feira, disse o presidente.
A praia de Matosinhos, no distrito do Porto, está em risco de não ser considerada zona balnear, aguardando-se que a Câmara Municipal tome medidas imediatas, revelou hoje o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
As autoridades apreenderam quase nove toneladas de cocaína transportadas no semissubmersível intercetadas na sexta-feira ao largo dos Açores, que “será a maior apreensão realizada” desta droga em Portugal, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A Proteção Civil Municipal do Porto alertou hoje para o risco de cheias nas zonas ribeirinhas da cidade, recomendando à população a adoção de medidas de prevenção e proteção.
A passagem da depressão Ingrid por Portugal continental já causou um morto, um ferido e 21 deslocados, segundo o mais recente balanço da Proteção Civil hoje divulgado, que reporta inundações, quedas de árvores e estruturas.