Volkswagen diz que plano para fechar fábricas na Alemanha não afeta Autoeuropa

A fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela, não deverá ser afetada pela redução de postos de trabalho e encerramento de algumas fábricas da Volkswagen na Alemanha, afirmou hoje fonte oficial do grupo alemão do setor automóvel.

© D.R.

“Os planos de cortar empregos e fechar fábricas dizem respeito apenas à Alemanha. No momento, não há impacto na nossa fábrica em Palmela”, disse o responsável de comunicação corporativa da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha, em resposta a perguntas da agência Lusa.

A administração da Autoeuropa não se quis pronunciar, remetendo qualquer esclarecimento sobre a matéria para a casa mãe do grupo Volkswagen na Alemanha, mas a Comissão de Trabalhadores acredita que a fábrica de automóveis de Palmela, no distrito de Setúbal, poderá continuar a laborar normalmente nos próximos tempos.

“À data de hoje, não existe nenhum indicador que nos leve a pensar que a situação que se passa nas fábricas da Volkswagen na Alemanha tenha algum impacto, quer na produção prevista, quer também no que diz respeito ao futuro da Autoeuropa”, disse à agência Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Rogério Nogueira.

O representante dos trabalhadores lembrou ainda que a Autoeuropa “está em fase de lançamento do novo T-Roc” e “tem em curso um conjunto de investimentos, que a breve prazo, deverão permitir também a produção de veículos elétricos na fábrica de Palmela”.

No que respeita à situação nas fábricas da Volkswagen na Alemanha, Rogério Nogueira disse que a CT da Autoeuropa “mantém um contacto diário com os colegas da Alemanha e continua solidária com a sua luta, acreditando que se irá alcançar um acordo que garanta os postos de trabalho”.

A fábrica da Autoeuropa, que no ano passado produziu um total de 220.100 automóveis, mais 14% do que em 2022, está a produzir 1.005 veículos por dia do modelo T-ROC, que tem sido um dos mais vendidos em toda a Europa.

Últimas do Mundo

O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.
Nove portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos dois sismos registados quarta-feira na Venezuela e que causaram centenas de vítimas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os máximos históricos de stress térmico durante a atual onda de calor no continente, indica um estudo publicado hoje pelo World Weather Attribution.
Mais de 100 voos foram cancelados hoje, à medida que duas tempestades tropicais se aproximam do Japão, tendo as autoridades recomendado a evacuação de certas zonas devido ao risco de inundações e deslizamentos de terra.
O Parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede ao primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, para se demitir ou, pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.
Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.
As autoridades francesas emitiram esta quinta-feira avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu hoje a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).