“Se entras no público com 100, não podes sair com um milhão”

Uma das principais bandeiras do partido liderado por André Ventura é o combate à corrupção, não sendo surpresa o arranque das segundas jornadas parlamentares do CHEGA nesta legislatura coincidir com o Dia Internacional do Combate à Corrupção, 9 de dezembro.

© Folha Nacional

“A corrupção é um problema generalizado em Portugal. Como aqui foi dito, este é um problema de tal forma fundo que atualmente o encaramos com alguma condescendência”, começa por discursar André Ventura, deixando o apelo: “Acho que este partido deve ter a capacidade de não condescender na corrupção.”

Dedicadas ao tema “Corrupção: Prevenção e dissuasão”, Ventura realça que “Portugal tem hoje uma série de pessoas que chegaram a Lisboa sem nada e saíram misteriosamente ricas, ao fim de poucos anos. Isto é dito à boca fechada, pelos corredores do poder e fora dos corredores do poder, sem que ninguém se preocupe ou ache que pode fazer nada.”

Nesta senda, o líder do CHEGA ressalva que “muitos destes que enriqueceram são alguns dos que hoje são louvados como pais da democracia, do regime e de figuras importantes da nossa República. Porque é que eu disse o que disse nos 100 anos de Mário Soares? Não por ser agradável, principalmente com familiares presentes. Ninguém gosta e custa.”

“Mas se vens fazer um serviço público e chegas com 100, não podes sair com um milhão, sem que ninguém compreenda de onde é que veio essa diferença entre os 100 e um milhão”, arremata.

À chegada, antes do arranque do último dia das jornadas parlamentares do partido que contou com a presença de Pedro Santana Lopes, atual presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, André Ventura desafiou Luís Montenegro a afastar Luís Albuquerque, face ao chumbo do Orçamento regional.

“Luís Montenegro é o principal responsável disto, porque é a ele que caberia dizer a Miguel Albuquerque que não vai ser candidato. Se Miguel Albuquerque fosse do CHEGA, eu já lhe teria dito ‘podes ser candidato, mas não será pelo CHEGA, com certeza, será por outro partido qualquer’”, disse Ventura.

“Acho que se Miguel Albuquerque não percebe que já não tem condições nem internas nem externas de continuar a liderar o Governo Regional da Madeira é porque ele coloca os seus interesses antes dos interesses da Madeira”, afirmou. André Ventura considerou que “o tempo de Miguel Albuquerque se esgotou” e se ele “não compreende” isso, “está a prestar um péssimo serviço à democracia”.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro deverá voltar a ficar hoje marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente, com a oposição a pedir mais medidas ao Governo para atenuar o efeito do conflito na economia.
O escândalo sexual que abalou os Estados Unidos e expôs uma rede internacional de tráfico e abuso de menores pode voltar a ganhar destaque em Portugal. Desta vez, com um pedido político claro: saber se há portugueses envolvidos.
O partido liderado por André Ventura pediu explicações em novembro do ano passado sobre a escalada dos preços dos alimentos. O requerimento foi aprovado, mas meses depois a Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA) ainda não apareceu, num momento em que o custo do cabaz alimentar continua a subir e a pressionar as famílias.
A Entidade para a Transparência (EpT) esclareceu hoje que aguarda a notificação dos acórdãos do Tribunal Constitucional (TC) para publicar a lista de clientes da Spinumviva e garantiu que aplicará o mesmo procedimento a outros titulares em situação idêntica.