Empresa na Póvoa de Varzim comercializava gomas, bolachas e até bebidas feitas com droga

Esta empresa anunciava, através da Internet, a venda de produtos à base de canábis, mas sem a substância psicoativa proibida por lei que causa alucinações, conhecida como THC.

© D.R.

Uma empresa situada numa zona residencial na freguesia de A Ver-o-Mar, na Póvoa de Varzim, comercializava gomas, bolachas e até bebidas feitas com droga, desde o mês de setembro. As guias das caixas descreviam outros materiais para iludir a fiscalização, segundo apurou o Jornal de Notícias (JN).

Os colaboradores da empresa doseavam a droga, embalavam-na em pequenos sacos e, nalguns casos, transformavam-na em gomas ou bolachas. Em seguida, estes produtos eram promovidos nas redes sociais e sites da Internet como produtos sem THC – substância psicoativa proibida por lei que causa alucinações –, ou seja, de comercialização legal.

Note-se que em Portugal, a venda de produtos à base de canábis é permitida desde que não tenha THC, o que permitiu que estes produtos fossem vendidos.

Contudo, a PJ descobriu que os produtos “legais” eram, na realidade, droga. “Após intercetar uma encomenda suspeita [num entreposto postal], veio a remeter o produto para análise pericial do Laboratório de Polícia Científica da PJ, vindo a verificar-se que se tratava de produto estupefaciente ilegal”, pode-se ler no comunicado a que o JN teve acesso.

A PJ efetuou uma busca ao armazém da empresa e apreendeu mais de cem quilos de canábis herbácea e cerca de 30 quilos de haxixe (pasta feita à base da resina da canábis). Deteve ainda três homens (dois argelinos e um francês) e uma portuguesa. Os dois franceses fundadores da empresa continuam a monte.

 

Últimas do País

A pena mais gravosa foi aplicada à mulher, uma empresária de nacionalidade angolana, a qual foi condenada a cinco anos e oito meses de prisão, enquanto o homem, de nacionalidade brasileira, foi punido com uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão, segundo um acórdão consultado esta sexta-feira pela agência Lusa.
A Comissão Utentes Fertagus enviou na quinta-feira, 12 de março, à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições “fora do padrão europeu” e “com riscos de segurança”.
Trinta por cento da frota da Rodoviária do Tejo, concessionária dos transportes públicos de passageiros na cidade e Região de Leiria, danificada devido ao mau tempo, já foi recuperada, disse hoje o administrador Paulo Carvalho.
Cerca de 800 mil euros pagos na compra de uma vivenda na Malveira acabaram na conta de José Sócrates, levando o Ministério Público a abrir um novo inquérito relacionado com o universo da Operação Marquês.
A Deco alertou esta sexta-feira, 13 de março, para os riscos da digitalização do atendimento ao cliente, tendo avaliado negativamente a maioria dos sistemas digitais de apoio de 24 empresas de setores essenciais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou nos últimos sete anos 1.900 acidentes na via pública que envolveram trotinetas elétricas, que causaram 10 mortos.
O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou a reclamação apresentada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e manteve a decisão de não apreciar o recurso que interpôs, o que obriga à divulgação dos clientes da Spinumviva no registo de interesses.
O Infarmed realizou, em 2025, 89 inspeções após reporte de falhas no abastecimento de medicamentos para a diabetes, que resultaram em 19 participações ao Ministério Público por suspeita de sobrefaturação ao SNS e 27 processos de contraordenação.
Para centenas de milhares de portugueses espalhados pelo mundo, participar nas eleições portuguesas nem sempre é simples. Distância, burocracia e limitações logísticas acabam por dificultar o exercício de um direito fundamental: o voto.
O abastecimento de água a quase 900 clientes em Leiria está a ser assegurado por gerador, seis semanas depois de a depressão Kristin ter atingido o concelho, revelaram hoje os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).