Observatório de Segurança Interna viu as “melhores práticas” na operação da PSP no Martim Moniz

O Observatório de Segurança Interna (OSI) considera que a operação policial, na quinta-feira no Martim Moniz, obedeceu às boas práticas de ações deste tipo e rejeitou as críticas de excesso por parte de vários setores da sociedade civil.

© LUSA/MIGUEL A. LOPES

No que respeita à operação que decorreu na semana passada, “até o momento não há indícios de qualquer ilegalidade no seu desenvolvimento”, refere o OSI em comunicado divulgado esta segunda-feira, considerando que a estratégia, “fecho da rua e revista de pessoas”, constitui “uma ação comum em diversos pontos do país, incluindo o Martim Moniz”.

Para o OSI, “o cidadão comum não tem a obrigação de conhecer ou compreender os procedimentos operacionais das forças de segurança”, mas “este desconhecimento, por vezes, gera críticas baseadas em interpretações subjetivas dos factos ou, em alguns casos, influenciadas por motivações políticas ou ideológicas”.

“A zona tem sido palco de um número elevado de denúncias de ocorrências, desde furtos e roubos com recurso a armas brancas até episódios de violência, como apedrejamentos a viaturas policiais ou um homicídio”, recorda o OSI, que justifica assim a “intervenção mais contundente das autoridades”.

O objetivo não era “realizar detenções em massa”, mas sim “demonstrar uma presença policial firme, atenta e determinada, transmitindo à comunidade a mensagem de que as autoridades estão vigilantes e comprometidas com a segurança local”, considera o OSI, salientando que esta “abordagem preventiva”, embora mais visível, é uma das estratégias das “operações mais intensas e de maior impacto”, no âmbito do “policiamento de proximidade”.

Para o observatório, “a postura adotada pelas forças de segurança foi orientada pelos procedimentos operacionais vigentes, bem como pelas diretrizes internacionais das melhores práticas de intervenção policial, seguindo os procedimentos adotados em instituições como a Interpol, Europol e FBI”.

Na quinta-feira, durante a tarde, um forte dispositivo policial cercou a rua do Benformoso, em Lisboa, onde há uma grande comunidade de cidadãos do subcontinente indiano, e revistou centenas de pessoas, tendo detido duas pessoas.

A ação da PSP tem sido criticada por associações de imigrantes, grupos antirracistas e várias forças políticas, que acusam a força policial de estar ao serviço da propaganda do governo contra os cidadãos estrangeiros irregulares. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também considerou que as ações da polícia devem ser feitas com recato.

Últimas do País

Um homem de 34 anos suspeito de vários assaltos a postos de abastecimento de combustível, e outros estabelecimentos comerciais ocorridos nos últimos meses em Aveiro, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, informou hoje a PSP.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na quinta-feira, no Aeroporto de Lisboa, uma mulher procurada pelas autoridades da Dinamarca, país de onde fugiu acompanhada por um filho menor, à guarda do progenitor, foi hoje divulgado.
O homem de 49 anos que tinha sido detido este mês por suspeita de atear vários incêndios florestais em Águeda, no distrito de Aveiro, voltou a ser detido pelo mesmo crime, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve em Lisboa um cidadão estrangeiro, de 32 anos, procurado pelas autoridades brasileiras por um crime de tráfico de droga, foi hoje divulgado.
A GNR contabilizou hoje de manhã 380 camiões na marcha lenta organizada por empresários do setor das terraplanagens e realçou que o protesto decorreu sem incidentes.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou um total de 99 acidentes nas estradas da Região Autónoma da Madeira na última semana, que fizeram 29 feridos, quatro dos quais graves, e uma vítima mortal.
Luísa Ribeiro integra uma das equipas candidatas à liderança da televisão pública, mas mantém um processo contra o Estado e a Presidência do Conselho de Ministros, precisamente a área governativa que tutela a RTP. Caso estará relacionado com a sua saída da administração da AIMA.
O Ministério Público (MP) acusou de homicídio qualificado um homem de 51 anos que, em dezembro de 2025, matou a golpes de enxada uma vizinha de 71 anos em Adaúfe, Braga, por causa de uma dívida de 35 euros.
O Presidente da Junta de São Marcos da Serra é acusado de ter feito uma denuncia falsa à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens depois de estes o terem enfrentado. Questionado pela Sábado sobre se ainda tem condições para continuar, Márcio Coelho responde: "Obviamente".
O presidente do CHEGA, André Ventura, lamentou hoje a morte de uma bombeira de 24 anos que combatia um incêndio florestal em Resende e destacou a sua "coragem, dedicação e sacrifício".