Rácio de crédito malparado manteve-se em 2,6% no 3.º trimestre

O rácio do crédito malparado manteve-se inalterado no terceiro trimestre do ano, enquanto a rendibilidade aumentou 0,21 pontos percentuais (pp), de acordo com o relatório sobre o Sistema Bancário Português publicado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

© D.R

“No 3.º trimestre de 2024, os rácios de empréstimos não produtivos (NPL) bruto e líquido mantiveram-se em 2,6% e 1,2%, respetivamente”, indica o banco central.

Já no que diz respeito à rendibilidade registou-se uma trajetória de crescimento nos três primeiros trimestres de 2024. “Face ao período homólogo, a rendibilidade do ativo (ROA) e do capital próprio (ROE) aumentou 0,21 p.p. (para 1,46%) e 1,47 p.p. (para 16,1%), respetivamente”, segundo o BdP.

“A evolução do ROA refletiu a redução de provisões e imparidades e o aumento da margem financeira (contributos de +0,31 p.p. e +0,13 p.p., respetivamente)”, explica o banco central, enquanto, por outro lado, existem “efeitos dos custos operacionais e dos resultados de operações financeiras”.

O relatório sobre o sistema bancário inclui ainda dados sobre o rácio de fundos próprios totais e o rácio de fundos próprios principais de nível 1 (CET 1), que, no terceiro trimestre, diminuíram 0,1 pp, para 20,4% e 17,7%, respetivamente.

Esta evolução do rácio de fundos próprios totais “refletiu um aumento dos ativos ponderados pelo risco (contributo de -0,08 pp) e uma redução dos fundos próprios totais (contributo de -0,06 pp, dos quais -0,05 pp correspondentes a CET 1)”.

Últimas de Economia

O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da descida dos preços do gás natural na União Europeia para o nível mais baixo desde 2022, Portugal continua entre os países com as tarifas mais elevadas. Quando considerado o poder de compra, os consumidores portugueses enfrentam o segundo preço mais alto dos 27 Estados-membros.
As portagens das autoestradas poderão aumentar 3,82% em 2027, a confirmar-se a estimativa da taxa de inflação homóloga para outubro, sem habitação, divulgada hoje pelo INE, acrescida dos 0,1% de compensação às concessionárias.
A Caixa Geral de Aposentações reduziu o valor de três mil reformas devido a um erro nos cálculos. Um aposentado de 65 anos perdeu 51 euros mensais e admite regressar ao trabalho para compensar o corte.
O CHEGA/Açores alertou hoje para o desinvestimento do Governo Regional na ilha de São Miguel, destacando que o investimento por habitante previsto para 2027 é de 2.739 euros, inferior à média regional de 4.099 euros.
O sentimento económico na União Europeia e na zona euro recuou em outubro pelo segundo mês consecutivo, com uma quebra de 0,6 nas duas áreas face a setembro, fixando-se nos 96,9 pontos, divulgou hoje a Comissão Europeia.