Averiguações por violação de dados pessoais aumentam em 2024

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) abriu no ano passado 2.046 processos de averiguações, mais 228 do que em 2023, que incluem queixas e participações de entidades como a PSP e a ASAE e por iniciativa própria.

© D.R.

A presidente da CNPD, Paula Lourenço, em declarações à Lusa, disse que não existe uma sistematização quanto aos motivos ou áreas das queixas mas que, no entanto, é possível afirmar que as queixas por comunicações eletrónicas não solicitadas (spam) e por videovigilância continuam a ter peso significativo.

A CNPD abriu no ano passado 2.580 processos (2.656 em 2023) no âmbito da atividade desenvolvida, dos quais 2.046 processos de averiguação, mais 228 do que as 1.818 averiguações abertas em 2023.

As violações (de segurança) de dados deram lugar a 332 processos de notificações abertos no ano passado, menos do que os 409 processos abertos em 2023 também ao abrigo do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGDP), que atribui direito de reparação pelo dano sofrido a qualquer vítima de tratamento ilícito de dados ou de qualquer outro ato que viole regras europeias ou nacionais em matéria de proteção de dados pessoais.

As coimas aplicadas em 2024 pela CNPD diminuíram face ao ano anterior, para 23 no valor de 138.375,00 euros, embora as 90 coimas aplicadas em 2023 representem o maior número de sempre de coimas em processos de contraordenação, avaliadas em 560 mil euros e relativas sobretudo a casos de envio de marketing, de violação das regras legais (spam) e violação do RGPD.

Das coimas aplicadas em 2024, 11 no valor de 50 mil euros foram aplicadas por violação da lei da privacidade nas comunicações eletrónicas, que obriga as empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas a garantir a inviolabilidade das comunicações realizadas através de redes públicas de comunicações e de serviços de comunicações eletrónicas.

No ano passado, foram realizadas 120 inspeções sobre proteção de dados, das quais 21 feitas diretamente pela Unidade de Inspeção da CNPD e 99 com a colaboração da PSP e da GNR, número inferior às 144 inspeções em 2023.

A CNPD foi notificada durante o ano passado por 5.563 entidades com encarregados de proteção de dados (EPDs), dos quais 4.439 do setor privado e 1.124 do setor público.

No Dia Europeu da Proteção de Dados, que hoje se assinala com o objetivo de promover boas práticas de privacidade e proteção de dados, a CNPD lançou o seu perfil no LinkedIn, estreando-se no mundo das redes sociais.

Últimas do País

Um administrador de insolvências foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por envolvimento num esquema de burlas que ultrapassou um milhão de euros. Os lucros obtidos através das operações fraudulentas eram colocados em nome da namorada.
A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.