Consulta pública do contrato de concessão da RTP termina em 07 de fevereiro

O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou hoje que a consulta pública ao contrato de concessão da RTP termina em 07 de fevereiro e depois serão consultados o Conselho de Opinião e o Conselho Geral Independente (CGI).

© RTP

Pedro Duarte falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da audição regimental.

O governante referiu que a consulta pública do contrato de concessão do serviço público de rádio e de televisão da RTP, que começou em 08 de janeiro, termina dentro de três dias, “em 07 de fevereiro”.

Depois disto seguir-se-á “consulta direcionada”, nomeadamente aos órgãos da RTP, o Conselho de Opinião e o CGI.

Em resposta à deputada do PS Mara Lagriminha, Pedro Duarte recordou que o parlamento aprovou uma iniciativa de “inibir a liberdade do Governo” relativamente ao fim da publicidade da RTP.

Por isso, o facto do contrato de concessão agora recomendar que a RTP1 tendencialmente deixe de ser financiada por publicidade, sem estabelecer um prazo, deixando cair a imposição do seu fim em 2027, não é um reconhecimento de um erro, mas respeito por uma decisão do parlamento.

“Não reconhecemos que é erro”, mas essa matéria “está ultrapassada” e o importante é “ter um serviço público muito mais impactante” na sociedade portuguesa, prosseguiu.

Pedro Duarte defendeu a flexibilização da programação na RTP.

“Achamos que perante o que é a realidade do panorama audiovisual uma estação de serviço público de televisão e de rádio precisa de ter capacidade de adaptação” à atualidade.

Até porque “a concorrência hoje” vem “de todo o lado” e se “não dermos condições de flexibilidade, ajustamento de programação, arriscamos uma RTP que preenche todos os requisitos e ninguém está a ver”, considerou o ministro.

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".