Municípios metropolitanos de Lisboa entregaram mais de 4.700 casas

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) anunciou hoje que os 18 municípios metropolitanos já entregaram 4.700 casas a famílias carenciadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

© D.R.

Numa nota, a AML referiu que o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), que está a conduzir o processo no país, validou até janeiro de 2025 mais de 42% das cerca de 25.000 casas submetidas pelos municípios desta zona à componente habitação do PRR (que tinha determinado a aprovação de 26.000 habitações para todo o país).

“Os municípios têm, por isso, luz verde para construir ou reabilitar cerca de 10.500 casas. Deste número, cerca 4.700 casas já foram entregues às famílias, o que corresponde a cerca de 19% das casas candidatadas”, afirmou a AML.

Segundo a AML, “este elevado volume de candidaturas é ilustrativo das carências habitacionais sentidas na região”, como revelou o “Diagnóstico das Condições Habitacionais Indignas da Área Metropolitana de Lisboa”, apresentado em novembro de 2022.

Este estudo identificou a existência de cerca de 50.000 agregados familiares que vivem em condições indignas na AML, “representando cerca de 4% do total de agregados da região, num número estimado de 134.000 pessoas”.

A AML indicou ainda que, em colaboração com os seus 18 municípios, está a avaliar uma estimativa de custos e receitas das rendas relativa à gestão do parque habitacional público sob a gestão das autarquias.

O levantamento “servirá para sustentar a necessidade de reforço da comparticipação do Estado na promoção habitacional e na reabilitação deste parque habitacional”, explicou.

A Área Metropolitana de Lisboa é composta por 18 municípios das margens norte e sul do Rio Tejo, nomeadamente Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Últimas do País

Mais de 3.000 episódios de violência contra profissionais do SNS foram registados no ano passado, uma subida de 848 casos relativamente 2024, destacando-se a agressão psicológica, que representa mais metade das situações, segundo dados hoje divulgados.
O Tribunal de Évora condenou hoje um homem a 20 anos e meio de prisão efetiva e outro a 12 anos também de prisão efetiva por roubos e sequestros em agências bancárias de várias localidades do país.
O Ministério Público (MP) acusou um psicólogo de mais de 60 crimes de abuso sexual e 16 de pornografia de menores, praticados no exercício da sua profissão em Alenquer, segundo a acusação a que a Lusa teve hoje acesso.
A Ordem dos Médicos alertou esta terça-feira, 28 de abril, para as barreiras e atrasos no acesso à saúde de quem tem doenças alérgicas e apontou a desatualização da rede de referenciação hospitalar e a não comparticipação da imunoterapia com alergénicos.
A Operação Marquês começa a desfazer-se esta semana com a prescrição dos crimes de corrupção ligados a Vale do Lobo, num dos primeiros grandes recuos do processo.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal aumentaram 13,7% em 2025, para um "máximo histórico" de 26,049 milhões, superando pela primeira vez os níveis pré-pandemia (24,5 milhões de viagens em 2019), divulgou hoje o INE.
Dois homens voltaram a assaltar a mesma mercearia em Lisboa no espaço de 24 horas, mas acabaram travados pela PSP com bacalhau, polvo e vários artigos furtados na posse.
A associação de defesa do consumidor Deco Proteste fez várias recomendações, um ano depois do pagamento, nomeadamente a criação e manutenção de um ‘kit’ de emergência, com bens essenciais e estojo de primeiros socorros.
As temperaturas máximas vão descer significativamente na quarta-feira podendo ser de menos 08 graus Celsius em algumas regiões do continente, quebrando-se a possibilidade de uma onda de calor, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Há casas municipais ocupadas sem contrato, rendas que ficam por pagar durante anos e até situações em que a mesma casa é usada por várias pessoas em turnos. O cenário não é novo, mas continua pouco transparente. E é isso que o CHEGA quer mudar.