Burlão com apostas voltou a ser condenado agora com pena suspensa

Um homem, de 41 anos, suspeito de ter burlado dezenas de pessoas num esquema que envolvia apostas desportivas, voltou a ser condenado no Tribunal da Feira, após a repetição do julgamento, mas agora viu ser-lhe aplicada uma pena suspensa.

© D.R

No primeiro julgamento, em 7 de fevereiro de 2024, o arguido tinha sido condenado, no mesmo processo, a três anos e meio de prisão efetiva, por um crime de burla qualificada.

No entanto, o arguido recorreu da decisão para a Relação do Porto que mandou repetir o julgamento, devido à obtenção de prova proibida e a um conjunto de factos que foram modificados e acrescentados e que os juízes desembargadores entenderam agora que constituía uma alteração substancial.

Uma vez que o arguido manifestou a sua oposição à continuação do julgamento por estes novos factos, eles não foram tidos em conta pelo Tribunal neste segundo julgamento.

O acórdão, datado de 29 de janeiro e consultado hoje pela Lusa, condenou o arguido a três anos de prisão, suspensa na sua execução por um período de cinco anos.

A suspensão da pena fica no entanto subordinada ao pagamento de cinco mil euros aos três lesados que formularam pedidos de indemnização cível, uma forma que o coletivo de juízes encontrou para assegurar que o arguido “não encare esta condenação como se de uma absolvição se tratasse”.

Este montante será deduzido no valor global da indemnização que o arguido foi também condenado a pagar e que ronda os 37 mil euros.

Os factos dados como provados referem que o arguido se apresentava como sendo responsável por negociar ativos em bolsas de apostas online, vulgo “trader” de apostas desportivas, convencendo vários apostadores a entregar-lhe elevadas quantias em dinheiro que o mesmo investia.

O arguido criou assim uma banca comunitária que geria, garantindo pelo menos o capital investido, através de investimentos efetuados por si e um lucro em percentagem não concretamente apurada, pelo menos no prazo máximo de dois meses após as entregas.

Nas primeiras entregas de dinheiro, o arguido reembolsou quem lhe entregou o dinheiro, acrescido do respetivo lucro acordado, ainda antes do fim do prazo acordado, criando um espírito de confiança para que os apostadores voltassem a investir, confiando-lhe “valores mais avultados” que não reembolsou.

No total, segundo o acórdão, entre junho e dezembro de 2014 os investidores entregaram ao arguido cerca de 400 mil euros, tendo recebido pouco mais de metade deste valor.

No entanto, o tribunal só deu como provado que o arguido desviou e usou em proveito próprio cerca de 122 mil euros.

Últimas do País

Mais de 10.500 condutores em excesso de velocidade foram multados pela PSP desde o início do ano, o equivalente a uma média de 95 automobilistas por dia, indicou hoje aquela polícia.
Um técnico do Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de subtrair e manipular indevidamente peças utilizadas na produção de componentes sanguíneos, havendo perigo de contaminação, disse fonte policial.
A concentração de pólen na atmosfera vai estar elevada em Portugal, à exceção dos Açores e da Madeira, entre sexta-feira e o final do mês, informou hoje a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.
O CHEGA requereu a extração do depoimento da ministra da Saúde na comissão de inquérito ao INEM para que seja enviado ao Ministério Público, por suspeitar que Ana Paula Martins prestou “falsas declarações”.
O secretariado nacional da UGT rejeitou hoje por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo, mas “continua sempre disponível” para negociar se o executivo tiver alguma nova proposta.
Três meses após a tempestade Kristin, persistem falhas nas telecomunicações em Mação, Tomar e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, com postes caídos, cabos no chão e serviços instáveis, num processo de recuperação considerado lento pelos autarcas.
Uma espera de quase duas horas por socorro, duas chamadas sem resposta eficaz e um desfecho trágico: o testemunho de uma viúva na CPI ao INEM expôs, com emoção, falhas graves no sistema de emergência.
Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi sentido esta quinta-feira, de madrugada na ilha Terceira, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Internamentos sociais disparam e já ocupam quase 14% das camas hospitalares, com milhares de doentes a permanecer no SNS após alta médica por falta de resposta social.
O incidente ocorreu na sequência de um desentendimento rodoviário, tendo a vítima sido perseguida até à Rua de Costa Cabral, em Campanhã, onde foi atacada na cabeça. Os agressores foram intercetados pela PSP no local e detidos em flagrante, estando o caso agora sob investigação da Polícia Judiciária.