Suspender casos “não pode dar ideia” de que crimes ambientais compensam

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alerta, na estratégia do Ministério Público (MP) para combater crimes ambientais e urbanísticos, que a suspensão provisória do processo "não pode projetar a ideia" de que "é compensador prevaricar" nestas matérias.

© DR

A suspensão provisória do processo é um mecanismo que, por proposta do MP e mediante o cumprimento de certas obrigações pelos arguidos, permite que estes, embora assumindo a sua culpa, tenham o inquérito contra si arquivado sem necessidade de irem a julgamento.

“A aplicação da Suspensão Provisória do Processo ou de formas de processo penal especial não pode projetar a ideia, no caso concreto, de que é compensador prevaricar em matéria de ambiente e urbanismo”, refere a PGR no “Quadro de Referência Estratégica do MP para o Ambiente e Urbanismo 2025-2026”, hoje divulgado.

Caso aqueles instrumentos sejam aplicados, o organismo liderado por Amadeu Guerra recomenda que, ao definirem as injunções (obrigações a que o arguido fica sujeito), os procuradores considerem o seu “valor pecuniário proporcional e dissuasivo” e ponderem a viabilidade de estas “poderem coincidir com o cumprimento de obrigações impostas pela Administração [ambiental] em sede de reposição de legalidade”.

No documento, a PGR estabelece ainda, entre outras medidas, que a distribuição dos inquéritos referentes a ambiente, ordenamento do território, urbanismo e incêndio rural deve ser concentrada “numa mesma secção ou numa unidade funcional”.

Quanto aos fogos, o organismo reconhece também a “intenção de estabelecer um ponto de contacto permanente do MP na Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I.P. (AGIF)”, para uma maior aproximação “à estratégia integrada de prevenção e combate” ao fenómeno.

“O presente documento é um quadro de referência. Significa que não diminui os poderes hierárquicos, antes os potencia, nem obstaculiza, antes promove, as iniciativas diversificadas dos dirigentes do MP, sempre melhor afeiçoadas às circunstâncias locais”, ressalva a PGR.

Últimas do País

O Tribunal da Comarca da Madeira condenou hoje três homens a penas de prisão efetiva, entre os cinco anos e três meses e os oito anos, por falsificarem viagens aéreas e receberem o subsídio social de mobilidade indevidamente.
O Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado do Calmidine, indicado para o alívio de queimaduras superficiais, escaldões e irritações cutâneas, por estar indevidamente qualificado como produto cosmético.
Uma falha informática está a paralisar os cuidados de saúde primários em todo o país, impedindo o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames, alertou hoje o Sindicato Independente dos Médicos.
Um imigrante de 33 anos, titular de um pedido de asilo, foi detido pela PSP nas Caldas da Rainha após agredir três pessoas na via pública, entre as quais uma mulher grávida.
O presidente da Assembleia da República remeteu para conhecimento dos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais a exposição que recebeu do juiz desembargador Ivo Rosa com acusações "graves" à atuação do Ministério Público em diversos inquéritos-crime.
A cerimónia de sexta-feira, na Aula Magna, na Reitoria da Universidade de Lisboa, contará com a presença do Presidente da República, António José Seguro, e com muitas intervenções de representantes da Ordem dos Advogados, mas que o bastonário João Massano pretende que seja um momento também para olhar para fora da profissão.
Cerca de 100 concelhos de 12 distritos de Portugal continental apresentam hoje um perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os 24 acidentes em passagens de nível registados em Portugal em 2025 causaram nove mortos, segundo um comunicado oficial divulgado hoje, no qual se destaca que o número não tem diminuído "de forma correspondente" à redução destas infraestruturas.
Os alunos do 4.º que não realizaram a prova de Monitorização das Aprendizagens de Matemática devido à greve dos trabalhadores não docentes de sexta-feira vão fazê-lo no dia 19 de junho, informou hoje o Ministério da Educação.
O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Luís Laginha de Sousa, alertou hoje para as limitações à capacidade de utilização de recursos que o supervisor tem, o que lhe "retira flexibilidade e operacionalidade".