Provas dos 4.º, 6.º e 9.º anos para testar formato digital arrancam hoje

Os alunos dos 4.º, 6.º e 9.º anos começam hoje a testar o formato digital para as provas oficiais de maio e junho e, apesar das preocupações dos diretores, o Governo acredita que as escolas estão preparadas.

© D.R.

As provas-ensaio vão realizar-se entre os dias 10 e 28 de fevereiro, em data e horário a definir por cada escola, e na primeira semana os alunos começam por demonstrar os seus conhecimentos a Português.

O objetivo é que os alunos possam ter contacto com a plataforma eletrónica de realização de provas, mas também para avaliar a capacidade tecnológica das escolas e identificar problemas que precisem de ser corrigidos atempadamente, antes das provas finais de 3.º ciclo e das provas Monitorização da Aprendizagem (ModA), que se realizam em maio e junho, depois de, no ano passado, o Governo ter suspendido as provas digitais no 9.º ano por considerar que as escolas e os alunos não estavam preparados.

Já no primeiro período letivo, as escolas reportaram necessidades de reparação ou aquisição de 45.024 computadores e, a poucos dias do início das provas, os diretores continuavam a manifestar-se preocupados com a falta de equipamentos e alguns problemas de conectividade, mas o secretário de Estado e Adjunto da Educação garante que essas questões estão a ser acauteladas.

“Com esta preparação das provas-ensaio, com o acompanhamento das escolas, com as garantias tecnológicas que estamos a dar às escolas e, claro, com o apoio que os serviços do Ministério da Educação têm dado (…), acreditamos que todas as condições estão reunidas”, disse Alexandre Homem Cristo, em entrevista à Lusa.

Em novembro, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação libertou uma verba de cerca de 10 milhões de euros para que as escolas fizessem a manutenção e adquirissem novos computadores e foram contratualizados aparelhos de ‘hotspot’ (‘routers’ portáteis) para todos os alunos que realizam as provas digitais e para cada sala de aula.

As provas-ensaio arrancam com duas greves, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop), às tarefas relacionadas com as provas-ensaio, que podem ir desde o trabalho de secretariado de exames, à vigilância ou classificação das provas.

Os sindicatos contestam a realizam do novo modelo de avaliação externa, mas criticam também o recurso a bolsas solidárias de professores classificadores.

Questionado sobre as críticas, o secretário de Estado explicou que a opção segue a prática dos anos anteriores, mas adiantou, sem avançar detalhes, que a classificação das provas oficiais será feita de maneira diferente.

Depois das provas de Português, os alunos do 4.º ano serão chamados para demonstrar os seus conhecimentos de Inglês e os do 6.º de História e Geografia. Já na última semana de fevereiro, será a vez das provas-ensaio de Matemática.

As provas-ensaio, elaboradas pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), são obrigatórias e terão a duração de 45 minutos.

Apesar de não servirem para avaliação externa, as escolas poderão utilizar os resultados na avaliação interna dos alunos e, nesses casos, os resultados serão disponibilizados até ao final do mês de março.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.