ULS São João aumenta em 10% número de cirurgias de 2023 para 2024

A Unidade Local de Saúde de São João (ULSSJ), no Porto, revelou hoje que, no ano passado, realizou 64.627 cirurgias, o que corresponde a um aumento de 10% em relação a 2023.

© Facebook ULS Santa Maria

Em comunicado, a ULSSJ refere que “uma das melhorias mais significativas registadas foi a redução da mediana [valor que separa a metade maior e a metade menor de uma amostra], do tempo de espera para cirurgia, o que demonstra um compromisso efetivo com a acessibilidade e a eficiência no atendimento”.

A ULSSJ acrescenta que “para além disso, 38.269 cirurgias, correspondente a um aumento de 13,19% face a 2023, foram realizadas em regime de ambulatório”, o que, sublinha a unidade, acompanha “a tendência de procedimentos menos invasivos e de recuperação mais rápida”.

No mesmo resumo enviado à agência Lusa, a ULSSJ refere que, em 2024, a cirurgia convencional também registou um aumento de 9,10% face ao ano anterior.

De acordo com a ULSSJ, 88,56% das cirurgias foram realizadas dentro do Tempo Máximo de Resposta Garantida (TMRG).

“Apesar do aumento de 6,69% da entrada de utentes na lista para cirurgia, a lista de doentes inscritos estabilizou, indicando uma maior capacidade de resposta hospitalar”, acrescenta.

Quanto aos indicadores relacionados com a qualidade e o tempo de resposta aos doentes oncológicos, estes “apresentaram melhorias em comparação ao período homólogo, com uma percentagem de 93,55 % de doentes tratados dentro do TMRG”, garante a ULSSJ.

Em 2024, neste hospital, foram realizadas 383 cirurgias robóticas nas especialidades de Urologia, Ginecologia e Cirurgia Geral.

Já o tratamento cirúrgico das fraturas do colo do fémur, antes das 48 horas, atingiu os 89%.

No comunicado, o São João diz que no primeiro ano desde que é uma ULS, ou seja desde a implementação do modelo que junta numa estrutura o centro hospitalar e os cuidados de saúde primários, “foram feitos ajustes e adaptações para consolidar circuitos, com o objetivo de melhorar a acessibilidade, a qualidade e a eficiência dos cuidados prestados aos utentes”.

Últimas do País

Quase 330 doentes morreram, entre 2021 e 2025, à espera de cirurgia cardíaca disse hoje a secretária de Estado da Saúde Ana Povo, adiantando que a tutela vai publicar um despacho para a revisão das redes de referenciação.
O número de episódios de urgência nos hospitais baixou no inverno 2025/2026, mas aumentou o peso dos casos realmente urgentes (pulseira amarela) e o tempo médio de permanência na urgência voltou a subir após descer em 2024/2025.
Ataque em Oliveira do Bairro deixa duas pessoas em estado grave após vários disparos junto ao local de trabalho da vítima.
Um incêndio destruiu hoje duas casas de aprestos no porto da Ribeira Quente, no concelho açoriano da Povoação, e um homem teve de ser transportado para uma unidade de saúde, devido à inalação de fumos, revelou fonte dos bombeiros.
A pesca da sardinha vai reabrir a 04 de maio, com um limite de 33.446 toneladas para 2026, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.
A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu ao largo de Setúbal cerca de uma tonelada de cocaína numa embarcação de alta velocidade, na sequência da perseguição a que foi sujeita, informou, esta quarta-feira, a polícia.
O filho do presidente da Unidade Local de Saúde de Santo António, no Porto, entra no gabinete da Saúde com um salário superior a 4 mil euros mensais. A governante garante que “todas as nomeações foram norteadas pela competência”.
A Polícia de Segurança Polícia (PSP) registou nos últimos três anos 4.553 crimes de burla por falso arrendamento de casas, deixando um alerta à população para a adoção de comportamentos de segurança.
O CHEGA quer mudanças na forma como o cancro é detetado em Portugal e diz que o atual sistema está a falhar onde mais importa: chegar às pessoas a tempo. Num projeto apresentado no Parlamento, o partido liderado por André. Ventura defende que não basta ter programas de rastreio no papel, é preciso que funcionem de verdade e que não deixem doentes para trás.
A ministra da Saúde reconheceu esta terça-feira que a gestão das duas greves que afetaram o INEM em 2024 “podia ter sido mais bem feita” e que o instituto “não se terá apercebido” da possibilidade de decretar serviços mínimos.