“Ninguém está acima da lei e a transparência é para todos, a começar pelo primeiro-ministro”

Ventura acusou PS e PSD de se “protegerem” e assegurou que esta tarde “valeu”, porque pela primeira vez na História de Portugal um primeiro-ministro foi chamado ao Parlamento pela sua “integridade”.

© Folha Nacional

André Ventura encerrou o debate, sentenciando que o que esperava aconteceu: “O primeiro-ministro não conseguiu responder a nenhuma das mais importantes questões”. O Presidente do CHEGA apontou o dedo a Montenegro por ter fugido a todas as questões colocadas e por não se ter referido ao tema da moção de censura nem ter divulgado os seus clientes.

“Não vale a pena gritar, dizer que é muito transparente ou que quer agora andar para a frente”, disse Ventura, prometendo “não desistir” de esclarecer tudo. E deixou mais perguntas: “Quais eram os serviços prestados e qual a faturação [da empresa]?”

No seu discurso de encerramento, o líder do CHEGA questionou se Montenegro sabia que vários dos membros do seu Governo tinham participações imobiliárias e fez ainda sobressair que é importante “saber quando o dinheiro público é usado para fazer ajustes com pessoas do círculo familiar ou com quem se tem negócios.”

“Ninguém está acima da lei e a transparência é para todos, a começar pelo primeiro-ministro”, arrematou.

Por fim, Ventura acusou PS e PSD de se “protegerem” e assegurou que esta tarde “valeu”, porque pela primeira vez na História de Portugal um primeiro-ministro foi chamado ao Parlamento pela sua “integridade”.

O Governo enfrentou, esta sexta-feira, a primeira moção de censura na Assembleia da República que foi chumbada. A moção de censura foi apresentada pelo CHEGA após ter sido noticiado que poderia haver um conflito de interesses com o facto de a esposa do líder do Executivo ser sócia da Spinumviva.

Últimas de Política Nacional

O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.