Estruturas da PSP e GNR criticam “sucessivos adiamentos” das negociações

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e a Associação dos Profissionais da Guarda criticaram hoje os "sucessivos adiamentos" das negociações com a tutela e pediram que o processo negocial seja concluído no primeiro semestre.

© Folha Nacional

Num comunicado hoje divulgado, as duas estruturas mais representativas da PSP e da GNR explicam que estiveram reunidas na semana passada para discutir o ponto da situação das negociações com o Ministério da Administração Interna (MAI) iniciadas a 6 de janeiro.

Após a reunião, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) enviaram um ofício à ministra Margarida Blasco apelando para que o processo negocial seja concluído no primeiro semestre deste ano e que sejam retomadas “as reuniões com a maior brevidade”.

A ASPP e a APG referem que o acordo celebrado em julho de 2024 sobre o aumento do suplemento de missão já previa o início das negociações para revisão das carreiras, estatutos remuneratórios, suplementos, portarias da avaliação e serviços remunerados e criação de um sistema de saúde.

Segundo estas estruturas, a primeira reunião ocorreu em 06 de janeiro e a segunda em 04 de fevereiro, “já com atraso”, mas foram “desmarcadas todas as reuniões subsequentes por se entender que há necessidade de ainda reunir com as estruturas da GNR e da PSP não subscritoras do acordo [sobre o suplemento de risco] no sentido de cessar a segunda ronda negocial”.

“Não é aceitável o protelar no tempo das negociações, com sucessivos adiamentos, por se entender existir a necessidade de negociar em igualdade de circunstâncias com as estruturas que não subscreveram o acordo e cuja representatividade é questionável”, precisam a APG e ASPP.

As duas estruturas mais representativas da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana consideram também que não tem havido “rondas negociais dignas desse nome”, uma vez que foram apresentadas matérias a tratar que já estavam “previamente definidas sem quaisquer resultados práticos”.

A ASPP e a APG salientam ainda que “o tempo já decorrido pode indiciar a não resolução das questões em negociação num futuro próximo”.

Nas negociações em curso, o MAI decidiu ter reuniões em dias diferentes, separando as associações da GNR e os sindicatos da PSP que assinaram o acordo dos que não assinaram.

Duas associações da GNR e três sindicatos da PSP, incluindo a ASPP e a APG, assinaram em 09 de julho de 2024 um acordo com o Governo que estabeleceu um aumento faseado do suplemento de risco em 300 euros até 2026.

Últimas do País

A poucos dias do arranque do verão, a GNR alerta para milhares de furtos em veículos estacionados junto a praias, centros comerciais e zonas turísticas de norte a sul do país.
Homem de 40 anos recusou realizar teste de álcool e acabou por atacar os militares durante uma operação rodoviária na freguesia de Relíquias.
A Polícia Judiciária (PJ) tomou hoje conta das investigações do caso dos dois irmãos franceses, de 3 e 5 anos, encontrados sozinhos junto à Estrada Nacional 253 (EN253), entre Comporta a Alcácer do Sal, revelou fonte policial.
Câmara da Póvoa de Varzim, liderada pela mandatária escolhida por Luís Montenegro para a recandidatura à liderança do PSD, foi uma das autarquias visadas pela operação 'Lúmen', investigação da PJ sobre corrupção nos contratos das iluminações de Natal.
Um homem de 79 anos, que tinha saído da prisão há apenas um mês após cumprir pena por crimes sexuais, voltou agora a ser detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de novos abusos sobre crianças.
O Tribunal de Ponta Delgada condenou hoje uma ex-funcionária de uma creche de Rabo de Peixe acusada de maus-tratos a crianças a uma pena efetiva de seis anos de prisão e as restantes três arguidas a penas suspensas.
Cinco homens, com idades entre os 17 e os 40 anos, foram detidos por furtos em estabelecimentos e de energia elétrica da rede pública, nos concelhos de Alcobaça e de Alenquer, informou hoje a GNR.
O Algarve tem hoje concelhos em perigo máximo e muito elevado de incêndio, enquanto o nordeste transmontano e Alentejo estão com risco elevado num dia em que são esperadas temperaturas que podem chegar aos 37 ou 38 graus.
A Comissão Nacional para os Direitos das Crianças e Jovens (CNDCJ) registou pela primeira vez no ano passado 54 casos de casamentos forçados, mantendo-se a violência doméstica como o principal motivo para aplicar medidas de proteção.
O projeto de resolução entregue na Assembleia da República pede pressão imediata sobre Bruxelas para restaurar mecanismos europeus de deteção de conteúdos de abuso sexual de menores nas plataformas digitais.