ONG denuncia violações reiteradas dos direitos humanos na Venezuela

A ONG Programa Venezuelano de Educação e Ação em Direitos Humanos (PROVEA) denunciou hoje que 36 anos após a explosão social com violentos protestos e pilhagens conhecida como El Caracazo persistem "as violações dos direitos humanos" na Venezuela.

“Passaram 36 anos desde ‘El Caracazo’, uma explosão social que deixou centenas de mortos, dezenas de feridos e vítimas da repressão do Estado venezuelano. Trinta e seis anos depois, o terror das violações dos direitos humanos continua na Venezuela. Impunidade no passado e no presente.”, denuncia a PROVEA na sua conta da X.

Entre 27 de fevereiro e 8 de março de 1989, ocorreu, em várias cidades da Venezuela, o El Caracazo, uma série de violentos protestos, acompanhados por pilhagens de supermercados (alguns deles de portugueses), talhos e lojas de eletrodomésticos.

Os protestos surgiram em resposta a um pacote de medidas económicas anunciadas pelo então presidente Carlos Andrés Pérez, que incluíam um aumento nos preços da gasolina e do transporte urbano de passageiros.

As garantias constitucionais foram suspensas e dados oficiais dão conta de 276 mortos, um número que as ONG dizem estar aquém da realidade.

Hoje, a efeméride foi recordada por vários políticos da Venezuela, entre eles o ex-candidato presidencial opositor Henrique Capriles Radonski, que diz que os venezuelanos estão hoje pior.

“Passaram 36 anos desde ‘El Caracazo’, uns dias que marcaram a nossa história. Vale a pena recordar que, atualmente, as condições de vida dos venezuelanos são muito mais críticas do que em 1989. Em 1989, 1 dólar valia 35,50 bolívares. Hoje, esse valor seria de 8 trilhões e 200 bilhões, tendo em conta as 3 reconversões monetárias”, expressou na X.

Na mesma mensagem Henrique Capriles Radonski exemplifica que “há 36 anos, o salário mínimo era de 105 dólares, com os quais era possível comprar pelo menos 70% do cabaz alimentar básico e serviços”.

“E falava-se em CRISE! Hoje, o salário mínimo e as pensões, que são de 2,02 dólares por mês, não dão para pagar mais que 1kg de farinha para o cabaz alimentar básico, incluindo ‘bónus’ excluidores que alguns recebem”, afirma.

O opositor diz ainda que há muitas razões para continuar a lutar pela Venezuela e que tudo o que for feito tem de ter o objetivo de recuperar a democracia e a melhoria das condições de vida de todos os venezuelanos.

Últimas do Mundo

As autoridades francesas anunciaram hoje que o país centro-europeu enfrenta uma semana de temperaturas recorde, numa onda de calor com máximas diurnas acima de 40 graus.
A polícia encontrou 2,7 toneladas de cocaína numa propriedade nos arredores de Sydney, na maior apreensão de droga alguma vez registada na Austrália, revelaram hoje as autoridades.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje que vai demitir a liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão à frente do Governo dois anos após ser eleito com maioria absoluta.
A França colocou os serviços de emergência e as forças militares em alerta para os incêndios florestais, restringiu o consumo de álcool em público e cancelou alguns eventos desportivos ao ar livre face à onda de calor.
A mulher do primeiro-ministro espanhol vai a julgamento por crimes como tráfico de influência, corrupção e desvio de fundos públicos, sendo impedida de sair do país, entre outras medidas, a decisão hoje um juiz.
Um tribunal iraniano condenou a cantora Parastu Ahmadi e oito músicos a 74 chicotadas, dois anos de proibição de viajar e dois anos de interdição de atividades por participarem num concerto sem cumprirem as normas islâmicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou esta quarta-feira que os assassinatos e as mutilações de menores em conflitos armados aumentaram 34% em 2025.
A investigação criminal apurou a identificação de cerca de 120 'clientes', tendo sido também acusados 29, mas apenas 28 foram condenados.
A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segunda a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgada, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.
As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.