Proteção Civil registou total de 375 ocorrências sobretudo em Lisboa e no Centro

A Proteção Civil registou até às 08h00 de hoje um total de 375 ocorrências devido à depressão Jana, relacionadas sobretudo quedas de árvores, com maior incidência nas zonas Centro e da Grande Lisboa.

© D.R.

Segundo o comandante Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), entre as 00h00 de sexta-feira, quando começou o estado de prevenção especial devido à depressão Jana, e as 08h00 de hoje foram registadas 375 ocorrências, “sendo que a maior parte dessas ocorrências está relacionada com quedas de árvores”.

Na Grande Lisboa foram registadas 90 ocorrências e na Península de Setúbal 67, disse o responsável, destacando que as zonas de Coimbra e de Viseu também tiveram “um número considerável de ocorrências”.

As ocorrências registadas foram sobretudo “quedas de árvores relacionadas com o vento”, sem terem sido registadas vítimas.

Segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera, seis distritos do continente e a Região Autónoma da Madeira estão hoje sob aviso laranja devido à agitação marítima e queda de neve e nove em aviso amarelo devido ao vento e precipitação, mas também ao estado do mar nas zonas costeiras, por efeitos da depressão Jana.

Os distritos de Beja, Faro, Lisboa e Setúbal e a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja devido à agitação marítima e os distritos de Castelo Branco e Guarda também estão sob aviso laranja devido à queda de neve.

Sob aviso amarelo estão os distritos de Leiria, Coimbra, Viseu, Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo, Bragança e Vila Real devido ao vento e à queda de neve, além da agitação marítima nas zonas costeiras.

Para o Continente, o IPMA prevê hoje aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, queda de neve nas terras altas das regiões Norte e Centro, vento forte no litoral e terras altas, agitação marítima forte e pequena descida de temperatura, em especial da máxima.

Na Costa Ocidental, a norte do Cabo Carvoeiro as ondas serão de oeste/sudoeste com 2,5 a 3,5 metros, aumentando para 4 a 5 metros a partir do final da tarde e a sul do Cabo Carvoeiro as ondas serão de oeste/sudoeste com 3 a 4 metros, aumentando gradualmente para 4 a 5 metros e para 5 a 6 metros a partir do final da tarde.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O agravamento do estado do tempo levou a ANEPC a alertar a população para a possibilidade de inundações e acidentes.

Últimas do País

Um bombeiro da corporação de Mira de Aire foi hoje agredido por um popular quando prestou socorro num acidente rodoviário no concelho de Porto de Mós (Leiria), afirmou o comandante.
Os internamentos em cuidados intensivos por gripe aumentaram na última semana, revela hoje o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), que registou neste período 1.340 casos da doença e um excesso de mortalidade por todas as causas.
Duas urgências de Ginecologia e Obstetrícia vão estar encerradas no sábado, número que sobe para três no domingo, maioritariamente na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo as escalas de urgências publicadas no Portal do SNS.
A enfermeira diretora demissionária da ULS Amadora-Sintra disse esta sexta-feira que devido à falta de apoio da tutela ao Conselho de Administração do hospital Amadora-Sintra “é impossível” este “gerir o que quer que seja”.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje buscas na Câmara Municipal de Aveiro, no âmbito de uma investigação sobre a eventual prática de crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas.
Portugal registou a segunda maior subida homóloga dos preços das casas, 17,7%, no terceiro trimestre de 2025, com a média da zona euro nos 5,1% e a da União Europeia (UE) nos 5,5%, divulga hoje o Eurostat.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM alertou hoje que muitos profissionais já atingiram 60% do limite mensal de horas extraordinárias em Lisboa, impossibilitando a abertura de mais meios de emergência e revelando fragilidades na capacidade operacional.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).