Condutor do carro que caiu no rio em Caxias encontrado morto na viatura

O condutor do carro que caiu hoje ao rio Tejo na Avenida Marginal, em Caxias, Oeiras, encontra-se sem vida, encarcerado dentro da viatura, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

©facebook.com/AutoridadeMaritimaNacional

O segundo-comandante dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, Sérgio Duarte, adiantou que os mergulhadores encontraram a vítima, cerca das 11:40, dentro do veículo.

“De momento estamos a tentar retirar a vítima, um homem, que se encontra muito encarcerado”, explicou Sérgio Duarte.

Desconhece-se, para já, o número de pessoas que seguiam no interior da viatura, disse à agência Lusa fonte da proteção civil.

“O alerta para o acidente que aconteceu na Avenida Marginal, na chamada curva do Mónaco, foi dado às 07:30”, indicou o Comando Sub-Regional da Grande Lisboa.

ÀS 09:00, estavam no local 16 operacionais, entre bombeiros, Polícia de Segurança Pública (PSP) e Polícia Marítima, com o apoio de cinco viaturas.

Numa primeira informação, Sérgio Duarte disse à Lusa que o carro se encontrava “junto às rochas, a cerca de cinco/dez metros da costa”.

O responsável adiantou que as autoridades encontraram uma mochila, e que segundo os documentos encontrados na carteira “trata-se de um homem de 31 anos”, que alegadamente conduzia a viatura.

No local encontram-se mergulhadores da Marinha Portuguesa e um bote, além de bombeiros de Paço de Arcos e elementos da PSP de Oeiras, bem como um bote da Marinha e agentes de investigação da mesma autoridade, adiantou Sérgio Duarte.

Últimas do País

O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.
Cerca de 180 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 08:00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira.