Gasolineira que pagou 194 mil euros a empresa de Montenegro também financiou PSD: CHEGA pede investigação

​ A empresa de combustíveis Joaquim Barros Rodrigues & Filhos, que transferiu 194 mil euros (sem IVA) para a Spinumviva — sociedade pertencente à família do ainda primeiro-ministro, Luís Montenegro — doou também 10 mil euros ao PSD, segundo revelou a CNN Portugal.

© Folha Nacional

A doação foi feita pelo proprietário da gasolineira, empresa que pertence ao pai de João Rodrigues, vereador e candidato do PSD à Câmara Municipal de Braga.

De acordo com a CNN Portugal, no total, seis membros da família Barros Rodrigues realizaram donativos no valor de 30.500 euros desde 2018, sendo que 27 mil euros foram doados a partir de 2021, precisamente o ano em que a empresa contratou os serviços da Spinumviva.

Desses 27 mil euros, 14.500 foram entregues apenas nos dois anos seguintes ao anúncio de Luís Montenegro como candidato à liderança do PSD.

Entre os doadores está Inês Patrícia Varajão Borges, esposa de João Rodrigues e colaboradora da Spinumviva, que fez uma contribuição de mil euros.

Para o CHEGA, esta situação levanta “sérias dúvidas quanto à transparência e integridade das ligações entre o setor privado e o poder político”. O partido liderado por André Ventura considera “inaceitável” que uma empresa com interesses económicos relevantes mantenha relações financeiras com o Chefe do Governo e, em simultâneo, contribua para o financiamento partidário.

Nesta senda, o CHEGA defende a abertura de uma investigação “rigorosa e imparcial” para esclarecer todos os factos, garantindo que não existiu qualquer favorecimento ou tráfico de influências. Reitera ainda o seu compromisso com o combate à corrupção e à promoção da ética na vida pública, exigindo “total transparência por parte de todos os responsáveis políticos nas suas atividades e relações financeiras”.

Esta situação, segundo o partido, sublinha a urgência de implementar medidas mais eficazes para prevenir e combater a corrupção.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.