Federação sindical de médicos denuncia situação no IPO do Porto à IGAS e ACT

A Federação Nacional dos Médicos denunciou à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e Autoridade para as Condições do Trabalho a situação dos médicos do IPO do Porto sobre progressão na carreira, que está a lesá-los em milhares de euros.

© Facebook/FNAM

Em declarações à Lusa, a presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, disse que “em causa está o acelerador de carreiras e a avaliação dos médicos“, situações previstas na lei e que o IPO do Porto não está a cumprir.

“Os médicos do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto exigem o cumprimento da Lei na progressão na carreira. O SMN-Fnam, que representa mais de 50% dos médicos do Instituto, denunciou a situação às autoridades competentes, Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e Direção-geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP)”, refere o sindicato, num comunicado enviado à Lusa.

A Fnam enviou também um oficio à Administração Central do Sistema de Saúde, ao Ministério da Saúde e aos grupos parlamentares da Assembleia da República a denunciar a situação.

A sindicalista referiu que a Fnam está a tentar resolver o problema através do diálogo com o IPO do Porto há cerca de um ano, mas não foi obtido qualquer resultado.

Joana Bordalo e Sá disse que, caso a situação não seja resolvido com as denúncias feitas na IGAS, ACT e DGAEP, serão usados “todos os expedientes jurídicos para que a lei seja cumprida e a normalidade resposta e com atribuição dos retroativos devidos“.

“Esta atitude ilegal do IPO do Porto está a desmotivar os médios e a lesá-los em muitos milhares de euros porque as avaliações não estão a ser feitas desde 2017, nem está a ser aplicado o acelerador de carreiras”, previsto na lei desde o dia 1 de janeiro de 2024, sustentou.

Últimas do País

O Ministério Público (MP) de Coimbra revelou hoje que deduziu acusação contra dois arguidos, uma pessoa singular e uma pessoa coletiva, por alegada apropriação de diversas quantias pertencentes à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tábua (AHBVT).
A menor e outras três jovens saíram de uma instituição de apoio social, sem autorização, e encontraram-se com os suspeitos num jardim da cidade. Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial.
O presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC) exortou hoje os jovens a deixarem de seguir 'influencers' que os prejudiquem, no dia em que o instituto lançou um novo canal digital sobre saúde mental.
Meses depois das tempestades que devastaram o país, a resposta do Estado continua longe de chegar ao terreno: a maioria das cerca de 18 mil candidaturas para reconstrução de casas na região Centro ainda nem sequer foi analisada e apenas 200 receberam pagamento.
Camas já custam mais de 1700 euros por mês e vagas praticamente desapareceram. Esperas chegam a mais de seis meses.
Um grupo de cidadãos entrega esta quarta-feira na Assembleia da República uma petição, que conseguiu cerca de 17.000 assinaturas 'online', para defender o "fim da ideologia de género".
Dados do estudo europeu 'Wastewater analysis and drugs – A European multi-city study' mostram subida acentuada de cocaína, anfetaminas e ecstasy, num cenário que contraria o resto do país e preocupa as autoridades.
O rapaz de 14 anos acusado de matar a mãe, a vereadora da Câmara de Vagos Susana Gravato, vai começar a ser julgado à porta fechada no dia 25 no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, informou hoje fonte judicial.
O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, é um dos quatro detidos hoje no âmbito da operação 'Lúmen', que investiga a prática de alegados crimes económicos, incluindo corrupção, em contratos públicos para iluminações de Natal.
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) alertou esta terça-feira que os distritos com maior carência de médicos nos últimos anos foram especialmente afetados pelo aumento da mortalidade infantil e materna em 2024, estimando novos agravamentos em 2025 e 2026.