INEM esclarece que “foi dada resposta habitual” a mulher ventilada que morreu

O INEM esclareceu esta sexta-feira que “foi dada a resposta habitual” no socorro a uma mulher ventilada que terá morrido devido ao apagão e que os bombeiros chegaram 23 minutos após a chamada de emergência.

©INEM

“O INEM foi ativado para assistência a uma utente com dificuldade respiratória, à qual foi dada a resposta habitual do instituto através da ativação de um meio de Suporte Básico de Vida e de um meio de Suporte Avançado de Vida, conforme procedimentos instituídos no CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes]”, indica o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em comunicado.

Citando o verbete dos Bombeiros Voluntários de Belas, o instituto explica que “a equipa chegou ao local às 16:15, encontrando a vítima já em paragem cardiorrespiratória (PCR), tendo sido imediatamente iniciadas manobras de Suporte Básico de Vida com Desfibrilhação Automática Externa”.

O instituto refere que Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) “recebeu uma chamada via 112 às 15:52 para assistência a uma utente do sexo feminino, com aproximadamente 78 anos, que se encontrava com dificuldade respiratória, com o equipamento de suporte ventilatório não invasivo com a bateria descarregada, na localidade de Agualva-Cacém”.

Após a chamada de emergência, “foi realizada a triagem clínica da situação” e foram acionadas, às 15:57, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de São Francisco Xavier e uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Belas.

O INEM refere que, de acordo com registos da equipa médica da VMER, a viatura “chegou junto da vítima às 16:20 e deu continuidade às manobras de reanimação através da aplicação de cuidados de Suporte Avançado de Vida”.

Apagão. Pedro Nuno Santos quer que ministra explique porque é que INEM demorou a comunicar morte de uma mulher

“Ainda de acordo com o relatório médico, tratava-se de uma utente com múltiplas comorbilidades, incluindo Insuficiência Respiratória Crónica sob Ventilação Não Invasiva. Infelizmente, não foi possível reverter a PCR sofrida, tendo o óbito sido verificado no local pela Equipa Médica da VMER”, salienta.

O INEM reitera que, “à chegada das equipas, a utente já se encontrava em situação de paragem cardiorrespiratória”.

O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira que ordenou uma averiguação das circunstâncias da morte de uma mulher septuagenária que estava ventilada e que terá morrido, alegadamente, em consequência do apagão de segunda-feira.

O caso da mulher de 77 anos foi avançado pela RTP. Na reportagem emitida no canal público, a família relatou que a mulher, que estava ventilada em casa, morreu no dia do apagão, alegando que a morte se deveu à falta de energia.

“Tendo tido o Ministério da Saúde conhecimento, esta quinta-feira, dia 01 de maio, de uma eventual vítima causada pelo corte de energia no passado dia 28 de abril, a ministra da Saúde decidiu pedir uma auditoria à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) para o esclarecimento cabal deste caso”, referiu o ministério, numa breve nota enviada às redações.

No comunicado divulgado esta tarde, o INEM observa ainda que “deu resposta a 4.576 pedidos de ajuda em todo o território continental” e que apenas tomou conhecimento da morte possivelmente associada ao corte de energia na quinta-feira na sequência da reportagem da RTP.

Últimas do País

Dois em cada três jovens europeus afirmam ter sido vítimas de abusos, negligência, violência doméstica ou outras experiências adversas semelhantes durante a infância, segundo um inquérito divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) cumpre hoje um dia de greve e uma manifestação junto à cadeia do Porto, por entender que a portaria sobre carreiras está aquém do negociado.
Três suspeitos escaparam antes da operação da Polícia Judiciária. Um terá conseguido quase 200 mil euros e outro transferiu cerca de 40 mil euros para contas no Brasil. Nove arguidos estão a ser julgados em Cascais.
Uma aterragem inesperada numa herdade em Serpa está a ser investigada pelas autoridades. O piloto terá pedido aos trabalhadores que não chamassem a polícia, abandonou o local de táxi e deixou uma carteira com documentos e dois mil euros.
Quase 13 mil residências foram alvo de furto num único ano. PSP e GNR registaram, em conjunto, uma média superior a 35 ocorrências por dia, apesar de os números terem descido face ao ano anterior.
O partido liderado por André Ventura marcou presença nas comemorações do 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Madeira, e defendeu que homenagear os militares “exige mais do que discursos e cerimónias”. CHEGA defende investimento na Defesa, valorização das carreiras e melhores pensões para antigos combatentes.
Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.