PIB homólogo da zona euro cresce 1,5% até março e Portugal tem 3.º maior recuo em cadeia

A economia da zona euro teve um crescimento homólogo de 1,5% no primeiro trimestre, e a da União Europeia (UE) de 1,6%, divulga hoje o Eurostat, tendo Portugal registado o terceiro maior recuo trimestral (-0,5%).

© D.R.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, entre janeiro e março, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro acelerou para os 1,5%, depois de ter aumentado 1,2% do trimestre anterior.

Na UE, de acordo com o serviço estatístico europeu, o PIB avançou 1,6% na variação anual, face aos 1,4% do período anterior.

Na comparação em cadeia, o PIB da zona euro e da UE cresceram ambos 0,6%, depois de, respetivamente, ter aumentado, 0,3% e 0,4% no quarto trimestre de 2024.

Na variação homóloga, entre janeiro e março, a Irlanda (21,1%), Polónia (3,7%) e Dinamarca (3,6%) foram os países cujas economias mais avançaram, por contraste com a Eslovénia (-0,8%), Áustria, Hungria e Luxemburgo (-0,4%) e Letónia (-0,3%), que registaram recuos.

O crescimento homólogo do PIB de Portugal foi de 1,6%, um abrandamento face ao de 2,8% registado no quarto trimestre de 2024.

A Irlanda (9,7%) registou o maior aumento em cadeia do PIB, seguida de Malta (2,1%) e Chipre (1,3%).

Já os maiores decréscimos face ao trimestre anterior foram observados no Luxemburgo (-1,0%), na Eslovénia (-0,8%), na Dinamarca e em Portugal (ambos -0,5%).

O Eurostat indica ainda, no mesmo boletim, que o emprego aumentou 0,7% na área do euro e 0,4% na UE na variação homóloga, abaixo dos 0,8% e 0,6%, respetivamente, do período anterior.

Na comparação trimestral, nos primeiros três meses do ano, o emprego subiu 0,2% na área do euro e manteve-se estável no conjunto dos 27 Estados-membros, depois de ter aumentado 0,1% e 0,2% entre outubro e dezembro de 2024.

 

Últimas de Economia

Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.