Profissionais da GNR ao serviço do 112.pt denunciam falta de pagamento

Trata-se de um valor mensal de 144,80 euros, que para a APG está "completamente desatualizado", na medida em que não é revisto há 15 anos, o que tem feito com que as funções exercidas no 112.pt sejam "cada vez menos atrativas" para os profissionais da GNR.

© GNR

Os profissionais da GNR ao serviço do 112.pt estão sem receber o devido suplemento desde março, denunciou hoje a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR).

“Alegadamente, a GNR não terá abonado estes valores sem dar alguma justificação aos profissionais e entendemos que nada justificaria esta situação, até porque, tanto quanto se sabe, os profissionais da PSP nas mesmas circunstâncias receberam pontualmente os valores devidos”, afirmou a associação, em comunicado.

Está em causa, segundo a mesma fonte, uma gratificação que decorre “dos elevados níveis de exigência e desgaste dos operadores” nos Centros Operacionais 112.pt.

“A APG/GNR não aceita que esta gratificação não seja paga de forma tempestiva, até porque os montantes devem ser pagos mensalmente, até ao último dia do mês a que respeitam, nos termos protocolados com os ministérios da Saúde, da Administração Interna, INEM, PSP e GNR”, lê-se no documento.

Segundo a associação, o atraso nos pagamentos “já não é novidade”.

Trata-se de um valor mensal de 144,80 euros, que para a APG está “completamente desatualizado”, na medida em que não é revisto há 15 anos, o que tem feito com que as funções exercidas no 112.pt sejam “cada vez menos atrativas” para os profissionais da GNR.

“Nos últimos três concursos de admissão de operadores para o 112, apenas um profissional da GNR concorreu”, sublinhou a associação.

A APG/GNR reivindica a revisão do protocolo e a atualização dos valores e exige que sejam processados e pagos os montantes em atraso, tendo a expectativa de que a situação não se repita.

“Esta situação é recorrente. Já houve outras no ano passado”, disse à agência Lusa o presidente da APG, César Nogueira, indicando que a associação enviou em novembro um ofício à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e à ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, com conhecimento para o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e o Comando Geral da GNR.

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