Ryanair condenada por difamação e concorrência desleal contra eDreams

Um tribunal de Barcelona obrigou a Ryanair a retratar-se das suas declarações públicas contra a agência de viagens eDreams, acusando a companhia aérea irlandesa de levar a cabo uma campanha que constitui "um ato de concorrência desleal por difamação".

© D.R.

“O Tribunal de Comércio de Barcelona n.º 12 considerou a Ryanair D.A.C. culpada de concorrência desleal e difamação contra a eDreams ODIGEO [eDO], decisão que se junta ao já bem documentado historial de condenações da companhia aérea por este tipo de comportamento ilegal”, avançou hoje a eDreams, em comunicado.

Em causa está uma campanha lançada pela Ryanair contra as agências de viagens ‘online’, incluindo a eDreams, alegando que as mesmas praticam preços excessivos e chamando-lhes “piratas”, “golpistas” e “enganadores”.

Adicionalmente, a Ryanair lançou uma campanha contra o serviço Prime da eDreams em abril de 2024, considerando-o “ilegal” e que, na opinião da companhia aérea, “devia ser banido”, referindo-se à empresa de viagens com as frases mencionadas.

A campanha contra a eDreams foi realizada através do ‘site’ corporativo da companhia aérea, entrevistas na comunicação social e mensagens nos seus perfis de redes sociais.

“A sentença do tribunal estabelece de forma conclusiva que as alegações da Ryanair para denegrir a eDO e o seu programa de subscrição Prime, parte de uma campanha agressiva e continuada iniciada pela companhia aérea em 2023, são falsas”, realçou o comunicado da agência de viagens.

A decisão, que pode ser alvo de recurso, exige que a companhia aérea publique no seu ‘site’ corporativo e nas redes sociais que foi condenada por estes atos e que se retrate publicamente das declarações feitas contra a agência de viagens ‘online’.

Segundo a agência Efe, a eDreams solicitou também uma indemnização financeira de aproximadamente 1,6 milhões de euros, rejeitada pelo juiz por entender que, embora os danos tenham sido comprovados, não foram “devidamente quantificados”.

A eDreams descreveu a decisão como uma nova “vitória legal”, que sucede a uma decisão anterior do Supremo Tribunal, que já tinha obrigado a Ryanair a cessar o seu comportamento “degradante e anticoncorrencial” contra a agência de viagens digital.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.