Índice mundial de preços dos alimentos sobe 6,9% em agosto

O índice mundial de preços dos alimentos registou em agosto um aumento de 6,9% face ao mesmo mês do 2024, informou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

© D.R.

Já em relação a julho de 2025, o preço permaneceu “praticamente inalterado” sendo que, de acordo com a FAO, a queda dos cereais e laticínios compensou o aumento da carne, que atingiu “um máximo histórico”.

“A descida das cotações dos cereais e dos produtos lácteos compensou o aumento dos preços da carne, do açúcar e dos óleos vegetais”, explicou a organização, acrescentando que o indicador se manteve “praticamente inalterado” em relação a julho.

No entanto, os preços dos óleos vegetais aumentaram 1,4% e atingiram o seu nível mais alto em três anos.

O índice de preços da carne também aumentou 0,6% em agosto, “atingindo um novo máximo histórico, devido ao aumento dos preços internacionais da carne bovina, na sequência da forte procura nos Estados Unidos da América e da procura firme de importações por parte da China, que impulsionaram as cotações para exportação na Austrália e no Brasil, respetivamente”.

Na mesma linha, o preço do açúcar subiu ligeiramente 0,2% em relação a julho, após cinco meses consecutivos de quedas, principalmente devido à preocupação com a produção e o rendimento da cana no Brasil e ao aumento da procura mundial por importações.

Em contrapartida, o preço dos cereais diminuiu 0,8% neste mês, devido a colheitas mais abundantes de trigo na Rússia e na União Europeia (UE), além do aumento dos preços do milho e da descida dos preços de todos os tipos de arroz.

Além disso, a FAO reviu para cima a sua previsão de produção mundial de cereais em 2025, que atingiria um recorde histórico de 2.961 milhões de toneladas, 3,5% acima do nível do ano passado.

Por outro lado, a previsão para o comércio mundial de cereais para 2025/26 foi ajustada para cima, chegando a 493,4 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior devido à forte procura por trigo.

Últimas de Economia

A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 12 cêntimos e o da gasolina subir cinco cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC - Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis cedida à Lusa.
Ministro da Administração Interna só declarou à Entidade para a Transparência a empresa da esposa depois de assumir funções no Executivo. A sociedade, criada em 2023, foi utilizada para suportar o pagamento das obras na propriedade de Odemira.
A produção industrial recuou em maio 1,2% na zona euro e 0,3% na União Europeia (UE), face ao mês homólogo, divulga hoje o gabinete europeu de estatísticas, Eurostat.
O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.
Dois anos após o lançamento das primeiras medidas da AD, os preços das casas continuam a subir a dois dígitos, num mercado onde a procura aumentou, mas a oferta continua sem responder.