Despedimentos coletivos sobem 13% até agosto para 407

As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.

© D.R.

À semelhança do que já tinha sido registado em julho, os 407 despedimentos coletivos comunicados até agosto representam o valor mais elevado desde 2020, período pandémico, quando tinham sido registados 455 despedimentos coletivos nos primeiros oito meses desse ano.

Nos primeiros oito meses de 2025 tinham sido comunicados 359 despedimentos coletivos, enquanto até agosto de 2024 tinham sido registados 318. Nos primeiros oito meses de 2023 tinham sido registados 251, até agosto de 2022 registaram-se 201 e até agosto de 2021 registaram-se 248, de acordo com os relatórios mensais disponibilizados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

Dos 407 despedimentos coletivos comunicados, 118 foram de microempresas, 188 de pequenas empresas, 70 de médias empresas e 31 de grandes empresas.

Em termos regionais, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a liderar, com 233 despedimentos coletivos comunicados, seguida pelo Norte (com 113), pelo Centro (41) e pelo Alentejo e Algarve (cada um com dez).

Já o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos caiu 9,2% nos oito primeiros meses de 2026, face ao período homólogo.

Até agosto, houve 4.843 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 4.625 foram efetivamente despedidos (em igual período de 2025 tinham sido 5.332 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 5.212 efetivamente despedidos).

Deste modo, o número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos caiu 11,3% até agosto, face aos 5.212 registados no período homólogo, de acordo com os dados disponíveis.

No que toca especificamente ao mês de agosto, foram efetivamente despedidos 570 trabalhadores, um valor inferior aos 634 registados no período homólogo, bem como aos 624 registados em julho.

Dos 570 trabalhadores efetivamente despedidos em agosto deste ano, a região de Lisboa e Vale do Tejo liderava (com 64% do total), com 362 trabalhadores efetivamente despedidos.

As indústrias transformadoras foram a atividade com maior número de trabalhadores despedidos em agosto, sendo que, de modo global, a redução do número de trabalhadores é a principal razão apontada (76%), seguida pelo encerramento de uma ou várias secções ou estrutura (17%) e pelo encerramento total e definitivo (7%).

Últimas de Economia

A Lufthansa apresentou uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da TAP, ultrapassando a oferta da Air France-KLM. O CHEGA responsabiliza os governos de Costa e Montenegro pela condução do processo e exige garantias para os trabalhadores e as Regiões Autónomas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 70 cêntimos, fixando-se nos 256,26 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor. O aumento é o segundo consecutivo, com o cabaz a atingir o valor mais alto desde o início do ano.
O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.
Um agravamento da conjuntura económica poderá retirar dois mil milhões de euros à riqueza produzida em Portugal. O cenário de risco é reconhecido pelo próprio Governo.
O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.