Preços das casas aceleram na maioria dos municípios populosos, Gaia e Coimbra lideram

Os preços da habitação aceleraram em 19 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, no segundo trimestre, com Vila Nova de Gaia e Coimbra a liderar os maiores acréscimos, avançou esta quarta-feira o INE.

© D.R.

Segundo as estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local publicadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no segundo trimestre do ano, os municípios de Lisboa (4.865 euros/m2), Cascais (4.346 euros/m2), Oeiras (4.161 euros/m2), Porto (3.309 euros/m2), Odivelas (3.219 euros/m2) e Almada (3.101 euros/m2) apresentaram os preços da habitação mais elevados.

No segundo trimestre, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Santa Maria da Feira e Gondomar, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional que se fixou em 2.065 euros por metro quadrado (euros/m2).

Do conjunto de 17 municípios, apenas seis apresentaram taxas de variação homóloga inferiores à nacional (19,0%): Setúbal (18,5%), Matosinhos (17,2%), Odivelas (16,6%), Lisboa (11,4%), Porto (9,2%) e Cascais (8,8%).

O Funchal apresentou preço mediano superior à referência nacional (2.928 eruos/m2 e 7,2%), embora a taxa de variação homóloga tenha sido inferior.

Os municípios de Porto e Lisboa registaram acréscimos de 4,9 pontos percentuais (p.p.) e 4,2 p.p. nas taxas de variação homóloga do primeiro trimestre para o segundo trimestre de 2025, respetivamente.

Últimas de Economia

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco Proteste, atingiu esta semana um novo máximo, ultrapassando os 260 euros, após uma nova subida de 1,37 euros, divulgou hoje a organização.
O Ministério Público suspeita de uma articulação entre responsáveis da TAP, membros do Governo e um advogado para viabilizar o pagamento de 500 mil euros a Alexandra Reis, antiga administradora da companhia aérea, valor que considera não ser devido por lei.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.