Candidato André Ventura desafia Mendes, Gouveia e Melo e Seguro para debate sobre saúde

O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, desafiou hoje Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo e António José Seguro, seus adversários na corrida a Belém, para um debate centrado no tema da saúde.

© Folha Nacional

“Desafiava o almirante Gouveia e Melo, o doutor Marques Mendes e o doutor António José Seguro para um debate a realizar onde quiserem, quando quiserem, no modelo em que quiserem, desde que numa instituição de saúde de referência nacional, aberto a toda a comunicação social, aberto ao público e aberto a todos os que nele quiserem participar, para um grande debate sobre aquilo que queremos fazer, se eleitos Presidentes da República, em matéria da saúde”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas na sede do CHEGA, em Lisboa, André Ventura defendeu que “não vale a pena falar de consensos, nem de pactos, nem de debates, se vão sempre para o mesmo sentido, despejar dinheiro e não resolver nada”.

“Precisamos de um outro modelo de saúde, e acho que os principais candidatos presidenciais devem discutir esse modelo de saúde”, afirmou.

O candidato a Presidente da República mostrou-se disponível para organizar esse debate, mas ainda não enviou convites porque quer saber primeiro se os adversários estão disponíveis e interessados, admitindo que pode eventualmente ser aberto a outros participantes.

“Não estou a tirar importância a ninguém. Ou queremos consensos ou vamos ter chicana política, com todo respeito, e portanto eu acho que nós precisamos de um grande consenso de quem, nos números, nas sondagens, nos valores, na opinião pública, representa hoje cerca de 80% da população portuguesa. É esse pacto que eu quero ajudar a corporizar”, justificou André Ventura.

O candidato às eleições presidenciais de 18 de janeiro considerou também que “a esquerda estará incluída” neste debate, nomeadamente por António José Seguro, que “é o candidato do Partido Socialista”, e por Gouveia e Melo, que “também é o candidato do Partido Socialista”.

André Ventura defendeu igualmente que “os quatro candidatos presidenciais mais possíveis de passar à segunda volta”, onde se inclui, poderão “até assinar um documento onde se comprometem a promover um pacto na saúde, caso sejam eleitos Presidente da República, um pacto para as pessoas, um pacto para resolver os problemas na saúde”.

O líder do CHEGA falou também sobre a sugestão do Presidente da República da existência de um acordo político sobre o papel do SNS, do setor social e do setor privado, para que haja um quadro de médio prazo.

Falando enquanto candidato presidencial, mostrou-se disponível e considerou ser necessário “um pacto de saúde para as pessoas e não para a ideologia”, assente em quatro eixos fundamentais.

“No corte do desperdício e da fraude no sistema de saúde, na responsabilização política pelos resultados, isto é, os políticos têm que apresentar resultados na área da saúde e se não apresentarem devem ser responsabilizados, a sinergia entre o setor público, privado e social, garantindo que há um conjunto de meios que se articulam para dar respostas às pessoas, e a luta contra os lóbis, contra o lobismo e contra os interesses obscuros na área da saúde”, elencou.

E defendeu que “é nestas linhas fundamentais” que devem ser promovidos consensos políticos e pactos alargados para a saúde, e “não na mesma lógica de todos os outros pactos que não deram nenhum resultado, como a última Lei de Bases da Saúde”.

“Este pacto tem de ser diferente de todos os outros que foram feitos à esquerda nos últimos 20 ou 30 anos em Portugal”, salientou o candidato.

Últimas de Política Nacional

Enquanto a Polícia Judiciária o detinha por suspeitas de centenas de crimes de pornografia de menores e abusos sexuais de crianças, o nome de Paulo Abreu dos Santos constava, não num processo disciplinar, mas num louvor publicado no Diário da República, assinado pela então ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro.
O líder do CHEGA e candidato presidencial, André Ventura, disse esperar que o Tribunal Constitucional perceba que o “povo quer mudança” e valide a lei da nacionalidade, alegando que é baseada num “consenso nacional”.
O tenente-coronel Tinoco de Faria, que abandonou a sua candidatura a Belém e declarou apoio a André Ventura, passa agora a assumir um papel central na campanha do líder do CHEGA, como mandatário nacional.
Cinco deputados sociais-democratas, liderados por Hugo Soares, viajaram até Pequim a convite direto do Partido Comunista Chinês. A deslocação não teve carácter parlamentar e escapou às regras de escrutínio da Assembleia da República.
Saiu do Executivo, passou pelo Parlamento e acaba agora a liderar uma empresa pública com um vencimento superior ao que tinha no Governo. Cristina Vaz Tomé foi escolhida para presidir à Metro de Lisboa e vai ganhar cerca de sete mil euros mensais, com despesas da casa pagas.
O Ministério Público (MP) pediu hoje penas entre os cinco e nove anos de prisão para os ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS) e Pinto Moreira (PSD), por suspeitas de corrupção no processo Vórtex.
O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou hoje que o seu partido votará contra o novo pacote laboral no parlamento se o Governo não ceder em matérias como o despedimentos e alterações na área da parentalidade.
A mensagem gerou indignação, o caso abalou o ministério e levou a uma demissão, mas o inquérito interno concluiu que não houve infração disciplinar. Nataniel Araújo sai ilibado e continua como chefe de gabinete da Agricultura.
Os vereadores e deputados municipais do CHEGA têm rejeitado a criação da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.
Bruxelas paga, Lisboa faz campanha: Ângelo Pereira (PSD) e Ricardo Pais Oliveira (IL) estiveram no terreno eleitoral enquanto recebiam vencimentos do Parlamento Europeu, prática proibida pelas regras comunitárias.