Sondagem AXIMAGE: 69% concordam com a proposta do CHEGA de baixar a idade da reforma

Uma nova sondagem da Aximage revela que a maioria dos portugueses concorda com a proposta do CHEGA para baixar a idade da reforma. Segundo os dados divulgados, 69% dos inquiridos apoiam a medida defendida por André Ventura.

© Folha Nacional

Já apenas 14% dizem discordar e 9% discordam totalmente. Outros 9% não souberam ou não responderam.

A proposta do CHEGA surge numa altura em que cresce o debate sobre a sustentabilidade da Segurança Social e o aumento constante da idade da reforma em Portugal.

André Ventura considera que “os portugueses trabalham tempo demais e horas demais” e acusa os sucessivos governos de continuarem a aumentar a idade da reforma enquanto mantêm uma das maiores cargas fiscais da Europa.

“A conversa é sempre a mesma: sustentabilidade. A idade da reforma passou dos 60 para os 63, depois 65… e continua sempre a subir”, afirmou o líder do CHEGA.

Ventura critica ainda o facto de muitos trabalhadores sofrerem cortes elevados mesmo depois de décadas de descontos. “Mesmo cumprindo todas as regras, um trabalhador com 40 anos de serviço que se reforme este ano terá uma penalização de quase 20%”, sublinhou.

O presidente do CHEGA defende que o problema da Segurança Social deve ser discutido “com seriedade”, apontando à elevada carga fiscal e ao modelo de apoios sociais existente no país.

“Temos um problema demográfico e uma carga fiscal que se aproxima dos 40%. Tivemos um país demasiado tempo desenhado para quem não quer trabalhar”, declarou.

André Ventura voltou também a defender cortes nos apoios sociais atribuídos a quem não quer trabalhar. “Cortem em 50% os subsídios atribuídos a quem não trabalha”, afirmou.

A proposta do CHEGA tem vindo a ganhar destaque no debate político, sobretudo entre trabalhadores próximos da idade da reforma, num contexto de aumento do custo de vida e de crescente pressão sobre os rendimentos das famílias portuguesas.

Últimas de Política Nacional

A dirigente e deputada do CHEGA Rita Matias afirmou hoje que o seu partido está disponível para um “diálogo concreto” com o PSD e devolveu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acusação de “falta de coragem”.
O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).