Já apenas 14% dizem discordar e 9% discordam totalmente. Outros 9% não souberam ou não responderam.
A proposta do CHEGA surge numa altura em que cresce o debate sobre a sustentabilidade da Segurança Social e o aumento constante da idade da reforma em Portugal.
André Ventura considera que “os portugueses trabalham tempo demais e horas demais” e acusa os sucessivos governos de continuarem a aumentar a idade da reforma enquanto mantêm uma das maiores cargas fiscais da Europa.
“A conversa é sempre a mesma: sustentabilidade. A idade da reforma passou dos 60 para os 63, depois 65… e continua sempre a subir”, afirmou o líder do CHEGA.
Ventura critica ainda o facto de muitos trabalhadores sofrerem cortes elevados mesmo depois de décadas de descontos. “Mesmo cumprindo todas as regras, um trabalhador com 40 anos de serviço que se reforme este ano terá uma penalização de quase 20%”, sublinhou.
O presidente do CHEGA defende que o problema da Segurança Social deve ser discutido “com seriedade”, apontando à elevada carga fiscal e ao modelo de apoios sociais existente no país.
“Temos um problema demográfico e uma carga fiscal que se aproxima dos 40%. Tivemos um país demasiado tempo desenhado para quem não quer trabalhar”, declarou.
André Ventura voltou também a defender cortes nos apoios sociais atribuídos a quem não quer trabalhar. “Cortem em 50% os subsídios atribuídos a quem não trabalha”, afirmou.
A proposta do CHEGA tem vindo a ganhar destaque no debate político, sobretudo entre trabalhadores próximos da idade da reforma, num contexto de aumento do custo de vida e de crescente pressão sobre os rendimentos das famílias portuguesas.