Internamentos sociais disparam 20% em apenas 2 anos

Os hospitais públicos voltam a soar o alarme perante o aumento contínuo dos chamados internamentos sociais, situações em que os doentes permanecem internados apesar de não necessitarem de cuidados hospitalares.

© D.R

Em 2025, mais de 2.300 pessoas encontravam-se nesta condição, um crescimento de cerca de 20% face a dois anos antes.

O fenómeno, associado sobretudo ao envelhecimento da população e à falta de alternativas sociais ou familiares, está a gerar uma pressão crescente sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Xavier Barreto, presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, alerta para uma “realidade insustentável” resultante de vários fatores que se foram acumulando, entre eles a incapacidade de aumentar a oferta de cuidados continuados.

O relatório de Avaliação de Desempenho e Impacto do Sistema de Saúde confirma que, em 2025, havia 2.345 utentes internados sem justificação clínica. A meta definida no âmbito do PRR — criar 5.000 novas camas para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados — não foi atingida, deixando milhares de pessoas sem solução de retaguarda.

As consequências fazem-se sentir diariamente nos serviços hospitalares: camas ocupadas por doentes que não deveriam lá estar, equipas sobrecarregadas e um risco acrescido de complicações associadas a internamentos prolongados. Além disso, os custos dispararam, atingindo os 95 milhões de euros em 2025.

A situação é especialmente crítica nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte, que concentram cerca de 80% destes internamentos. Os administradores hospitalares insistem que apenas um investimento robusto e contínuo na área social e nos cuidados continuados poderá travar o agravamento do problema.

Últimas do País

Cerca de 46% dos idosos têm dificuldade na realização de pelo menos uma tarefa doméstica e 16,9% sentem dificuldades com os cuidados pessoais, destacou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A GNR detetou o transporte irregular de cerca de 200 aves ornamentais, provenientes de Espanha e destinadas à comercialização em Portugal, numa operação de fiscalização de trânsito no Itinerário Principal (IP) 2, em Portalegre, foi hoje divulgado.
A PSP sinalizou este ano 461 idosos e encontrou 294 em situação de risco durante os dois meses de verão em que realizou a operação anual junto desta população, revelou hoje aquela polícia.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve hoje de madrugada 10 pessoas numa operação de vigilância, depois de terem sido detetadas embarcações de alta velocidade nos concelhos de Olhão e Tavira, no distrito de Faro.
Ventura anunciou esta quarta-feira, no Parlamento, que o CHEGA vai chamar com urgência o ministro dos Negócios Estrangeiros para esclarecer a posição portuguesa sobre reparações históricas. O líder do partido voltou a rejeitar qualquer pagamento às antigas colónias e avisou que não haverá "mais contacto com o Governo" se Portugal avançar nesse sentido.
Discussão relacionada com a venda de um carro terá estado na origem das agressões. Três homens são suspeitos de invadir a casa da vítima, roubar-lhe cartões e documentos, obrigá-la a entrar numa viatura e voltar a agredi-la num local isolado. PJ já deteve os suspeitos.
Embarcações de alta velocidade foram detetadas pelo sistema de vigilância costeira e levaram a uma operação por terra, mar e ar. Dez homens foram detidos em Tavira e na Fuzeta e a GNR apreendeu duas embarcações e uma viatura.
Um homem de 57 anos foi detido por suspeita de abusar sexualmente de um jovem de 17 anos, com défice cognitivo, em Paredes, no distrito do Porto, adiantou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Há 232 habitantes por médico em exercício em Portugal. Do outro lado da fronteira são 216, enquanto Itália baixa para 174 e Grécia para apenas 160.
Um homem de 44 anos foi detido na segunda-feira por suspeita de crime de incêndio florestal no concelho de Oliveira do Hospital, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).