Milhares de filipinos iniciam manifestação de três dias contra a corrupção

Milhares de filipinos reuniram-se hoje em Manila para iniciar uma manifestação de três dias anticorrupção, enquanto a Justiça investiga um alegado desvio de milhões de dólares destinados a infraestruturas inexistentes ou defeituosas para responder a desastres.

EPA/FRANCIS R. MALASIG

Milhares de cidadãos das Filipinas, arquipélago localizado no sudeste asiático, aguardavam hoje, debaixo de chuva, para o início da manifestação que começa três dias depois de o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., ter garantido, em declarações à televisão, que os principais responsáveis pela corrupção estariam na prisão antes do Natal.

Segundo as autoridades citadas pela agências de notícias EFE, cerca de 314 mil pessoas aderiram à Marcha pela Transparência e uma Melhor Democracia, uma manifestação que se deve prolongar até terça-feira, convocada pelo grupo cristão Igreja Ni Cristo (INC), uma influente comunidade centenária.

O protesto, que contou com a presença de seguidores da INC de várias regiões do arquipélago filipino, ocorre enquanto várias equipas de resgate continuam a procurar mais de 120 pessoas desaparecidas após a passagem de dois tufões que afetaram mais de cinco milhões de pessoas este mês, e que provocaram até ao momento 250 mortos.

As reivindicações anticorrupção foram objeto de mobilizações naquele país asiático e provocaram a queda dos líderes das duas câmaras do Congresso filipino.

De acordo com estimativas do executivo, os projetos “fantasmas” de controlo de inundações teriam causado prejuízos ao erário público de 1.771 milhões de euros só nos últimos dois anos.

O Presidente garante que está a acompanhar de perto o protesto, para o qual as autoridades mobilizaram milhares de agentes de segurança e equipas de assistência médica, sem que esteja claro, por enquanto, se os participantes pretendem passar a noite no local da concentração até terça-feira.

O INC conta com 2,8 milhões de seguidores, de acordo com o censo de 2020, que votam em bloco conforme orientação dos seus líderes, e os políticos disputam o seu apoio, uma vez que representam a terceira religião do arquipélago, atrás do catolicismo (80% da população) e do islamismo (6,4%).

Últimas do Mundo

Depois de ter perdido a primeira volta, José Antonio Kast protagonizou uma reviravolta eleitoral e foi eleito Presidente do Chile, impondo uma derrota clara à candidata comunista Jeannette Jara no segundo turno das presidenciais.
A liberdade de expressão mundial caiu 10% entre 2012 e 2024, um retrocesso comparável ao ocorrido com a Primeira Guerra Mundial, alertou hoje a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Quinze pessoas morreram e pelo menos 40 ficaram feridas num ataque armado durante uma festa judaica na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, informou na segunda-feira a polícia estadual numa atualização do balanço de vítimas.
A plataforma de arrendamento de alojamentos turísticos Airbnb terá de pagar uma multa de 64 milhões de euros em Espanha por causa da publicação de anúncios ilegais, anunciou hoje o Governo espanhol.
A polícia australiana considerou um “ato terrorista” contra a comunidade judaica o ataque com tiros na praia de Bondi, Sydney, que causou pelo menos 12 mortos.
Pelo menos duas pessoas morreram e oito ficaram feridas com gravidade num tiroteio ocorrido no campus da Universidade Brown, nos Estados Unidos, informou o presidente da câmara de Providence.
Mais de 40% do território espanhol está num processo de degradação devido à atividade humana que pode conduzir a desertificação, segundo o primeiro "Atlas da Desertificação em Espanha", elaborado por cientistas de diversas universidades e publicado recentemente.
O número de vítimas das inundações e deslizamentos de terra que atingiram a Indonésia subiu para 1.003 mortos e 218 desaparecidos, anunciou hoje a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes.
Perante o colapso do sistema de asilo, o Governo britânico avançou com um método relâmpago: milhares de pedidos estão a ser aprovados sem entrevistas, apenas com base num questionário escrito. A oposição acusa Londres de “escancarar as portas” à imigração.
A cidade alemã de Salzgitter vai obrigar requerentes de asilo aptos para trabalhar a aceitar tarefas comunitárias, sob pena de cortes nas prestações sociais.