Taxa de juro no crédito à habitação recua para 3,180% em outubro

A taxa de juro no crédito à habitação desceu 4,8 pontos para 3,180% entre setembro e outubro, acumulando uma redução de 147,7 pontos desde o máximo de 4,657% em janeiro de 2024, segundo o INE.

© DR

De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu 2,3 pontos base, para 2,850%, correspondendo a uma diminuição acumulada de 153,0 pontos base desde o máximo atingido em outubro de 2023.

Para o destino de financiamento “aquisição de habitação”, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 3,179% (-4,7 pontos base face a setembro).

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu 2,2 pontos base comparativamente com o mês anterior, para 2,850%.

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em outubro nos 394 euros, um euro acima do mês anterior e menos 10 euros (-2,5%) do que em outubro de 2024.

Do valor da prestação, 194 euros (49,2%) corresponderam a pagamento de juros e 200 euros (50,8%) a capital amortizado.

Segundo nota o INE, “pelo segundo mês consecutivo, a componente juros teve um peso inferior a 50%, algo que não se verificava desde abril de 2023”.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu um euro, fixando-se em 667 euros, refletindo uma subida de 5,2% face ao mesmo mês do ano passado.

Em outubro, o capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumentou 684 euros face ao mês anterior, atingindo 74.180 euros.

Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 165.593 euros, mais 1.832 euros do que em setembro.

Últimas de Economia

A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 3.900 milhões de euros em abril, para 287.100 milhões de euros, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas em Portugal devem manter-se elevados, com a demora das medidas para estimular a oferta a produzir efeitos, existindo riscos associados à capacidade de pagar os créditos, principalmente com garantia pública, conclui a DBRS.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.
A esperança de vida à nascença aumentou para 81,75 anos, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual aos 65 anos a população portuguesa pode esperar viver mais 20,19 anos.
A idade da reforma vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, segundo confirmam os dados da esperança de vida hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal no ano passado, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje no Relatório de Estabilidade Financeira.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu em abril um novo máximo histórico de 2.174 euros por metro quadrado, mais 23 euros do que em março e 16,5% acima do mesmo mês de 2025, divulgou o INE.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento para recomendar ao Governo português que se oponha à criação do chamado 'Euro Digital' e a qualquer iniciativa europeia que vise a eliminação progressiva do dinheiro físico.
O preço médio semanal (eficiente) calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sobe esta semana 0,1% para a gasolina e 0,3% para o gasóleo, tendo em conta as cotações internacionais.