Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 866,4 mil ME em setembro

O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 9.400 milhões de euros em setembro face a agosto, para 866.400 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© LUSA/CARLOS M. ALMEIDA

Deste total, 478.000 milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 388.400 milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

Em setembro, o endividamento do setor público subiu 6.700 milhões de euros, sobretudo perante o exterior (+6.000 milhões de euros), refletindo essencialmente o investimento de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa.

O BdP aponta também um crescimento do endividamento do setor público perante as administrações públicas (+600 milhões de euros) e os particulares (+300 milhões de euros).

Em sentido inverso, o endividamento do setor público reduziu-se perante o setor financeiro (-300 milhões de euros), principalmente pelo desinvestimento em títulos de dívida de curto prazo.

Já o endividamento do setor privado aumentou 2.600 milhões de euros em setembro: O dos particulares subiu 1.300 milhões de euros, essencialmente perante os bancos, por via do crédito à habitação (+1.000 milhões de euros), enquanto o das empresas privadas cresceu 1.400 milhões de euros, refletindo, principalmente, o maior financiamento obtido junto do setor financeiro (+800 milhões de euros) e do exterior (+600 milhões de euros).

No mês em análise, o endividamento das empresas privadas teve uma taxa de variação anual (tva) de 2,5% relativamente a setembro de 2024, um crescimento idêntico ao registado em agosto.

Já o endividamento dos particulares subiu 7,8% em relação ao período homólogo, um novo máximo histórico desde o início da série (dezembro 2008).

Últimas de Economia

Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.