Pedidos de consulta de lista de agressores sexuais atingiram número mais elevado em 2024

A base de dados que contém a identificação criminal dos condenados por crimes sexuais contra crianças foi criada há dez anos e os pedidos de consulta atingiram no ano passado o número mais elevado.

© Ministério Justiça

De acordo com dados enviados à Lusa pelo Ministério da Justiça, a base de dados que entrou em funcionamento em 2015 tem atualmente 7.286 registos relacionados com condenados por crimes sexuais contra crianças, onde consta informação como nome, idade, residência e crimes cometidos contra menores.

O número anual de condenados inscritos nesta base de dados tem sido praticamente o mesmo, acima dos 300 registos, exceto no ano de 2017, ano em que foram registados 287 agressores sexuais.

O valor mais elevado de registos aconteceu em 2022, quando foram colocados nesta lista 386 nomes e este ano, de acordo com os dados até 11 de novembro, foram registadas 303 pessoas.

Os pedidos de acesso à base de dados têm vindo a aumentar anualmente, tendo sido o ano de 2024 aquele que registou o número mais elevado de consultas. No ano passado foram feitos 3.522 pedidos, bem mais do que em 2023, ano em que se registaram 2.595 pedidos. Até 2022 o número de pedidos nunca tinha ultrapassado a barreira dos 1.000. A tendência de aumento mantém-se este ano: até ao dia 11 de novembro, foram feitos 3.282 pedidos.

Esta base de dados pode ser consultada por magistrados judiciais e do Ministério Público em contexto de investigação criminal, polícias, Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Comissões de Proteção de Crianças e Jovens e ainda por cidadãos que tenham a seu cargo menores de 16 anos, que justifiquem o interesse no acesso aos dados.

Como consta do despacho de publicação, divulgado em agosto de 2015, pode ser pedido o acesso a esta base de dados a uma autoridade policial se existir um receio fundamentado de que uma pessoa que consta na lista de agressores sexuais reside, trabalha ou foi vista “na área de residência ou na área em que o menor frequenta atividades paraescolares ou nas imediações do estabelecimento de ensino frequentado pelo menor”.

De acordo com a lei, constam desta lista dados de agressores sexuais durante cinco anos, nos casos em que é aplicada uma pena de multa ou de prisão até um ano, durante 10 anos nas condenações a penas de prisão entre um e cinco anos, durante 15 anos nos casos em que a pena de prisão é entre cinco e 10 anos e durante 20 anos para penas superiores a 10 anos.

Últimas do País

Os tempos de espera nas urgências nos hospitais voltaram a subir na Grande Lisboa, com doentes urgentes a chegarem a esperar, em média, cerca de nove horas.
Suspeitos terão vigiado o estabelecimento antes de avançarem para o assalto. A vítima foi manietada e ficou ferida. Um cidadão travou o roubo e os dois homens acabaram em prisão preventiva.
Homem de 49 anos tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por crimes da mesma natureza. Segundo a PJ, terá sequestrado uma vítima em Torres Novas, sendo ainda suspeito de violação. A vítima conseguiu libertar-se e pedir ajuda. Pouco depois, o suspeito terá atacado e roubado outra pessoa.
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas ainda ficou acima dos 38%.
Um homem, de 48 anos, foi detido por "fortes indícios" de um número "ainda indeterminado" de crimes de pornografia de menores agravados, ocorridos no Montijo, anunciou hoje a PJ, adiantando que o suspeito ficou obrigado a apresentações semanais pelo tribunal.
Homem de 35 anos foi intercetado durante uma fiscalização quando circulava num velocípede elétrico. Militares encontraram produto suspeito escondido numa embalagem de tabaco de enrolar e o teste confirmou tratar-se de canábis.
Homem de 31 anos era procurado pelas autoridades brasileiras por suspeitas de ter submetido a própria irmã a atos sexuais, em duas ocasiões, em 2016. Foi localizado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva enquanto aguarda o processo de extradição.
Suspeito era considerado amigo da família e terá usado essa relação de confiança para levar a criança até casa, em Portimão. Prometeu-lhe gomas e, já a sós, atraiu-a para o quarto com o pretexto de lhe fazer uma massagem. Foi detido e será presente a primeiro interrogatório judicial.
Operação avaliada em 380 milhões de euros coloca o Estado como segundo maior acionista de referência da REN. O preço acordado representa um prémio superior a 55 milhões face à cotação da participação quando Montenegro anunciou o negócio.
A mãe do menino de três anos encontrado sozinho na madrugada de ontem nas escadas do prédio em que vive, em Braga, já foi localizada e constituída arguida, disse fonte da PSP à Lusa.