Portugal a caminho de se tornar um dos países mais restritivos para obter nacionalidade europeia

Portugal prepara-se para entrar no grupo dos países com as leis da nacionalidade mais duras de toda a União Europeia. Se as alterações aprovadas no Parlamento, e agora sob escrutínio do Tribunal Constitucional, avançarem, será mais fácil tornar-se francês, alemão, belga ou sueco do que obter o cartão de cidadão português.

© LUSA/MIGUEL A. LOPES

Portugal está prestes a integrar o lote dos países mais restritivos da União Europeia no que toca ao acesso à nacionalidade por naturalização. O jornal Público fez uma análise comparativa entre os 27 Estados-membros e revela que, com as alterações legislativas atualmente avaliadas pelo Tribunal Constitucional, Portugal está a caminho de deixar de estar entre os países mais acessíveis e aproxima-se do modelo austríaco, italiano ou esloveno, historicamente reconhecidos pelos requisitos severos.

O novo regime aprovado pelo Parlamento estabelece dez anos de residência legal como regra geral, passando a exigir sete anos apenas para cidadãos lusófonos ou oriundos de países da União Europeia. Este salto coloca Portugal ao nível da Áustria, Itália, Eslovénia, Lituânia e Espanha, todos com uma década como tempo mínimo de permanência no país para quem pretende adquirir nacionalidade.

Entre os países mais exigentes destaca-se a Áustria, onde, além dos dez anos de residência, é obrigatório apresentar cadastro limpo, comprovar meios de subsistência, demonstrar proficiência em alemão e ainda provar conhecimento aprofundado da história e cultura austríacas. Acresce a necessidade de uma declaração de “postura positiva” perante o Estado e garantia de que o candidato não representa qualquer ameaça à ordem pública.

Segundo o jornal Público, a comparação europeia mostra ainda que a maioria dos Estados impõe testes de língua, história e princípios constitucionais, sendo a Suécia e a Irlanda as grandes exceções.

Últimas do País

Um homem de 35 anos, procurado pela Justiça marroquina por suspeitas de integrar uma rede criminosa dedicada à imigração ilegal, foi extraditado de Portugal para Marrocos. O suspeito, detido em Cascais pela Polícia Judiciária, terá participado num esquema que cobrava elevadas quantias para facilitar a entrada irregular de pessoas em Espanha.
Milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais estão em risco de ficar sem apoio especializado, pois os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam sem saber qual será o financiamento para o ano letivo.
O Entroncamento, município presidido por Nelson Cunha, eleito pelo CHEGA, registou a maior redução da criminalidade entre sete concelhos analisados pela PSP. Enquanto cinco municípios viram os números aumentar, a cidade governada pelo autarca do CHEGA contabilizou menos 77 ocorrências no primeiro semestre de 2026.
A GNR apreendeu 877,5 quilos de sardinha na Lota de Aveiro por incumprimento dos limites diários de captura legalmente estabelecidos, informou esta sexta-feira a força de segurança local.
Quatro mulheres, com idades entre os 25 e os 36 anos, foram detidas pela PSP, suspeitas de uma série de furtos em supermercados, perfumarias e lojas de cosméticos nos distritos do Porto e Aveiro. Três das suspeitas terão recorrido à violência, incluindo ameaças com um x-ato e agressões a funcionários, para conseguir fugir com os artigos furtados.
Quase 20% das pessoas entre 25 e 34 anos recorreu a apoio de saúde mental no ano passado, segundo dados do INE divulgados hoje.
A circulação nas Linhas 1 e 3 do Metro Sul do Tejo foi normalizada às 10:45 após uma colisão entre duas composições na Avenida Bento Gonçalves, em Almada, que causou dois feridos ligeiros e levou à abertura de um inquérito.
Um homem de 22 anos foi detido em Valongo por suspeita de circular com um veículo com matrículas falsas, segundo a GNR. A ação ocorreu durante uma fiscalização rodoviária na A41.
A Polícia Marítima apreendeu cerca de 464 kg de haxixe, em 10 fardos, entre o Cabo Espichel e Sines, no distrito de Setúbal, foi hoje anunciado.
Quase 90% das cerca de 8.000 crianças e jovens com doença crónica avançada não têm acesso a cuidados paliativos, segundo a associação do setor, que pede ao Governo uma aposta nesta área para mudar a realidade.