O Ministério da Educação continua sem esclarecer, em concreto, qual foi o papel desempenhado pela Blat – Creative Powerhouse no desenvolvimento da plataforma digital que está no centro do caos das classificações dos exames nacionais, uma situação que continua a afetar mais de 160 mil alunos em todo o país.
Segundo revela o Correio da Manhã (CM), a microempresa, que conta com apenas 14 trabalhadores, celebrou dois contratos com o IAVE/EduQA para desenvolver a plataforma de distribuição e classificação das provas do ensino secundário, sistema que integra o Sistema de Classificação Online (SCOI).
A polémica ganhou uma nova dimensão depois de se saber que uma das sócias da empresa desempenha funções como assessora ligada ao PSD há vários anos, circunstância que intensificou o debate político em torno da contratação da sociedade.
Até ao momento, o Ministério da Educação não esclareceu qual o nível de responsabilidade da Blat no funcionamento da plataforma, nem identificou as entidades responsáveis pelas restantes fases do processo de classificação das provas.