“A situação encontra-se em análise na sequência da receção de queixas”, refere a Provedoria de Justiça numa resposta enviada à agência Lusa, sem adiantar mais sobre o assunto.
Nos últimos dias, têm sido relatadas sucessivas falhas de água no concelho de Almada, com especial incidência na Costa da Caparica, tendo a presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros (PS), decretado na quarta-feira a situação de alerta no município.
Também na quarta-feira, ao final do dia, cerca de 1.500 pessoas juntaram-se num protesto na Costa da Caparica, em que exigiram soluções para o problema e pediram a demissão da autarca.
Na quinta-feira, a associação de defesa do consumidor DECO defendeu a necessidade de medidas urgentes para garantir abastecimento público de água em Almada e a atribuição de compensações, como a isenção da tarifa do lixo para os consumidores afetados.
Entre outras medidas, a associação advogou também a isenção da tarifa fixa nas faturas relativas aos períodos e zonas em que ocorreram cortes no abastecimento de água e o alargamento dos prazos de pagamento, sem juros de mora e com possibilidade de pagamento faseado.
Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada ativaram um plano de contingência para recuperar os níveis dos reservatórios, medida que implicou já a suspensão do fornecimento de água em 15 localidades do concelho.
Entretanto, a ministra do Ambiente e a presidente da Câmara Municipal de Almada tiveram uma reunião na qual também participaram os presidentes da Agência Portuguesa do Ambiente, das Águas de Portugal, da EPAL e dos SMAS Almada.
No final da reunião, a ministra assegurou em declarações aos jornalistas que um novo furo de captação de água vai entrar em funcionamento até ao fim de semana, aumentando a capacidade do sistema em cerca de 20%.
Maria da Graça Carvalho disse ainda que os atuais constrangimentos no abastecimento de água em Almada, no distrito de Setúbal, deverão estar resolvidos dentro de duas a três semanas e que as medidas entretanto tomadas vão melhorar a situação de forma progressiva.
“Estamos a falar de duas ou três semanas, mas as medidas que estão a ser feitas para estabilizar o sistema vão melhorar a situação progressivamente”, disse Maria da Graça Carvalho.
As duas a três semanas previstas, especificou, não significam que o território esteja todo esse tempo sem água, mas que esse é o tempo previsto para que a água volte aos níveis necessários.