Crédito ao consumo cresce 11,3% em outubro para 855 milhões

Os consumidores em Portugal contrataram em outubro 855 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 11,3%, enquanto o número de novos contratos subiu 4%, para 157.367, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

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As informações hoje divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.

Em outubro, o crédito renovável foi a categoria mais relevante a nível de contratos, sendo responsável por 58% do total (83.376), mas foi apenas responsável por 18,2% do montante total, com 135 milhões de euros.

O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado dos últimos 12 meses (TVHA) de 2,8%, enquanto o do número de contratos recuou 0,2%. Este indicador, segundo o BdP, permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito aos consumidores.

Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de novembro de 2024 a outubro de 2025) foi 2,8% superior ao valor de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em outubro.

No caso do crédito automóvel, a tvha foi de 14,2%, tendo subido para 335,7 milhões de euros, fruto de 21.190 contratos (subida de 10,2%).

Já no crédito pessoal, houve uma subida de 12,0% do número de novos contratos, tendo sido celebrados 52.801, num montante de 384,3 milhões de euros.

O BdP assinala que à exceção do período da pandemia da covid-19, “os novos montantes contratados têm crescido em todas as finalidades”, sendo que o crédito automóvel tem sido a categoria de crédito “com maior tvha desde setembro de 2023”.

Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito — como comissões e impostos.

O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizado mais elevado, com 17,9%, à frente do custo com crédito pessoal (12,0%) e automóvel (10,4%).

O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em outubro metade teve um valor contratado igual ou superior a 14.400 euros, contra 4.860 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.

A duração média da contratação na compra de automóveis foi de 7,3 anos, sendo que o prazo mais curto foi para a compra de carros novos (6,3 anos, contra 7,6 anos em usados).

O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, tem estado estável ao longo dos últimos anos, variando entre 25% e 30%. Em outubro, estava utilizado 27,05% do `plafond` de crédito renovável disponível.

No final de outubro havia 6,3 milhões de contratos vivos, num montante de 23.659 milhões de euros.

A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,7 milhões de contratos), que representavam 17% do montante total (4.023 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.363 milhões de euros) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.273 milhões de euros.

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